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Câmbio
São Paulo - 10/06/2011


Para evitar valorização cambial é necessário aumentar risco de especulação, diz Giannetti

Diretor da Fiesp avalia que encontro sobre agenda cambial foi um "bom debate técnico"


Roberto Giannetti da Fonseca, diretor-titular do Derex/Fiesp

Após o encerramento do seminário Uma agenda para o câmbio, o diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, concluiu que para combater a apreciação cambial é necessário aumentar o risco de especulação.

“A forma mais efetiva de evitar a valorização é aumentar o risco do especulador cambial”, disse Giannetti ao comentar que uma taxa a 2 reais é algo que “traz mais felicidade para a economia e para a sociedade brasileira.”

O diretor acrescentou, no entanto, que a taxa do câmbio não é o único agente que influencia o desempenho da indústria: “Há uma agenda de competitividade que a Fiesp dá muita atenção, como a questão dos tributos para investimentos”.

Competitividade industrial


Márcio Holland, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda

Durante apresentação no seminário, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, também expressou a preocupação do governo com o câmbio e outras questões que travam a competitividade industrial brasileira. “Existe também a agenda cambial voltada para o setor produtivo. O governo está muito forte com uma agenda comercial, agenda tributária”, disse Holland.

O seminário Uma agenda para o câmbio reuniu especialistas, empresários e autoridades do setor na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para discutir meios de controlar a valorização cambial.



Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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