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Skaf pede à Receita que endureça fiscalização de importados
Presidente da Fiesp recebeu secretário Carlos Alberto Barreto e voltou a defender desoneração ao setor industrial para compensar câmbio

Carlos Alberto Barreto, secretário da Receita Federal (à esquerda), e Paulo Skaf, presidente da Fiesp, em reunião na sede da federação |
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, recebeu nesta segunda-feira (6) o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto para reforçar os pleitos da federação com relação ao que classificou de tsunami de importações de produtos manufaturados no Brasil.
Skaf lembrou que o real sobrevalorizado e o yuan, a moeda chinesa, artificialmente desvalorizada em relação ao dólar, geram uma distorção de aproximadamente 40% no câmbio. Para o dirigente, a questão cambial levará a um prejuízo de cerca de US$ 100 bilhões na balança comercial brasileira de manufaturas ao final do ano.
É preciso que a Receita Federal endureça a fiscalização de importados, evitando práticas de comércio desleais e ilegais, subfaturamento, descaminhos, cobrou Skaf. O secretário Barreto está de acordo com isso. Estamos pregando a legalidade, não tem como não concordar, disse o presidente da Fiesp.
Filho doente
Paulo Skaf também defendeu compensações à indústria, setor que mais sofre os efeitos do câmbio, com a proposta de desoneração do INSS em 20% sobre a folha de pagamento 10% neste ano e outros 10% em 2012.
Hoje a indústria é o filho doente, está sendo injustiçada. Da porta para dentro, as fábricas são competitivas, argumentou. Segundo Skaf, a desoneração para o setor industrial custaria R$ 18 bilhões aos cofres do governo.
Mariana Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp
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