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Fiesp e sindicatos anunciam seminário em prol da política industrial de inovação e emprego
Presidente da Federação da Indústrias do Estado de São Paulo e líderes sindicais anteciparam suas preocupações em entrevista coletiva
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Paulo Skaf, presidente da Fiesp
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Durante o lançamento do seminário Brasil do diálogo, da produção e do emprego que se realizará nesta quinta-feira (26), Paulo Skaf, presidente da Fiesp, afirmou que o momento é de discutir com os novos governos, de forma permanente, o que é preciso ser feito para romper a barreira de nação em desenvolvimento.
Esse encontro não se trata de uma ação pontual, e sim de um novo estilo de trabalho. Queremos um país próspero, com mais empregos, crescimento e justiça social. E nossas eventuais divergências [com as centrais sindicais] são muito pequenas comparadas com a agenda na qual temos convergências, explicou Skaf em coletiva de imprensa concedida nesta segunda-feira (23).
Compuseram também a mesa Paulo Pereira da Silva (Força Sindical), Miguel Torres (Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes) e Sérgio Nobre, (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC). Com este seminário, as entidades querem criar um fórum permanente tripartite sobre o tema, com a participação do governo, setor produtivo e trabalhadores.

Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical |
O presidente da Fiesp antecipou que entre os pontos alinhados está a defesa da redução dos altos juros, que geram mais de R$ 200 bilhões de despesa do governo federal. Isso significa três vezes o orçamento da saúde e atrai capital especulativo para o Brasil, o que rouba nossa competitividade especialmente na indústria e provoca um déficit na balança comercial de manufaturados em torno de US$ 100 bilhões, alertou Skaf.
Além disso, o líder empresarial é a favor da ampliação do prazo para recolhimento de impostos e da isenção do Imposto de Renda Pessoa Física sobre a participação dos lucros.
O seminário vai produzir um documento com propostas em conjunto com as centrais. O material será entregue à presidente Dilma Rousseff por intermédio do vice-presidente Michel Temer, que encerrará o evento no qual participarão trabalhadores, empresários, ministros e economistas, com objetivo de constituir grupo e discutir qual política econômica é a melhor para garantir crescimento, renda e emprego à população.
Emprego de qualidade
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Sergio Nobre, presidente do Sind. dos Metalúrgicos do ABC
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Representando uma região na qual o setor automobilístico prepondera, Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, afirmou que o setor tem crescido, mas com muita importação de componentes. Ele explicou que cada vez mais os automóveis têm empregado componentes europeus altamente tecnológicos, e que os menos sofisticados vêm da China e Coreia.
Nossos trabalhadores querem emprego de qualidade, de conteúdo, e para isso precisamos de um plano de nacionalização da produção de peças, com incentivo à inovação tecnológica, taxou Nobre.

Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes |
Neste sentido, Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, defende uma melhor designação dos trabalhadores com a formação de mão de obra qualificada.
Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, reforçou a ideia. Ele antecipou que quer discutir, no seminário, a qualificação profissional e a rotatividade. Silva apresentou dados de 2010 que mostram a contratação de 17 milhões de trabalhadores, mas que no mesmo período demitiu 15 milhões. Além disso, queremos discutir a representação sindical no local de trabalho, e este evento vai permitir um debate mais profundo, adiantou.
Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp
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