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Meio ambiente
São Paulo - 18/05/2011


Brasil tem postura proativa nas negociações internacionais, afirma Fiesp

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo ratificou o compromisso da indústria com o meio ambiente no encontro com autoridades e empresários suecos


Nelson Pereira dos Reis, diretor de Meio
Ambiente e vice-presidente da Fiesp

Durante o Encontro Empresarial Brasil-Suécia, realizado nesta quarta-feira (18) na sede da Fiesp, o diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) e vice-presidente da entidade, Nelson Pereira dos Reis, apresentou os ativos ambientais brasileiros.

Com o objetivo de inserir as iniciativas e o desempenho do setor privado nacional, em especial a indústria, no contexto da economia verde embasado no conceito original do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o diretor esclareceu que os ativos ambientais podem ser naturais, empresariais, governamentais e público-privados.

Aos membros da delegação sueca, ele ressaltou ainda que existem conselhos com representatividade no governo, setor produtivo e sociedade, que legislam sobre meio ambiente.

Reis lembrou também que as atividades econômicas são desenvolvidas em áreas restritas, limitadas, e o aumento da produção se dá com o avanço da competitividade e tecnologia. “Mesmo assim, tivemos uma expressiva redução do desmatamento desde 2004 em mais de 60%, somos um grande ‘pulmão’”, afirmou.

A proatividade brasileira ocorre nas negociações internacionais, com a assinatura de mais de 60 tratados ambientais. “É por isso que a Fiesp tem trabalhado nestas questões, participando de fóruns de todas as abrangências com o mesmo engajamento”, reiterou o diretor do DMA, antes de anunciar os preparativos da participação da entidade na próxima Convenção do Clima (Cop-17), em Durban, na África do Sul, de 28 de novembro a 9 de dezembro.

Reciprocidade


João Guilherme Sabino Ometto, vice-presidente da Fiesp.
O vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, indicou que sem a tecnologia sueca, a agricultura não seria possível no Brasil. “Falamos muito do agronegócio brasileiro, mas essa movimentação do Brasil no setor não seria possível sem os motores produzidos pela Suécia, que movem caminhões e tratores, fundamentais nesta atividade”, declarou.

Ometto salientou ainda que a Suécia é o único país europeu que adotou o etanol brasileiro, além de promover os principais fóruns internacionais e levantar a bandeira do meio ambiente com o Brasil. “Precisamos nos aproximar mais da Europa, pois temos muita sinergia cultural com seus países, uma vez que o Suécia direciona suas atenções para a América do Sul”, concluiu.

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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