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Seminário aponta vocações regionais para crescimento de São Paulo
Em debate na Fiesp, especialistas concordaram que há conhecimento acumulado para dar um segundo passo
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José Ricardo Roriz Coelho, diretor-titular do Decomtec da Fiesp
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O Seminário Desenvolvimento Regional e Indústria, realizado nesta quarta-feira (27), na sede Fiesp, contou com o apoio de vários segmentos: setor produtivo, governos federal e estadual, além da academia.
Para José Ricardo Roriz Coelho, diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, convive-se hoje com uma economia viva, resultante da estabilidade no ambiente macroeconômico, disponibilidade de crédito, do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 e, o melhor, da possibilidade de manutenção desse bom cenário.
Mas, conforme Roriz Coelho, ao lado de fatores favoráveis, há ameaças em função dos altos encargos trabalhistas, infraestrutura frágil, além de taxas de juros elevadas. E, para equacionar essa balança, disse o diretor, é preciso "elaborar uma agenda de desenvolvimento de longa duração", que contemple inovação tecnológica e especialização da mão de obra.
"As vocações regionais não suportam modelos prontos", apontou Luciano Almeida, presidente da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe SP), sinalizando que é preciso respeitar suas culturas. Para ele, um dos desafios que há pela frente é a manutenção dos postos de trabalho e a geração de outras quatro milhões de vagas até 2020, dimensionando a necessidade de qualificação dos trabalhadores.

Luciano Almeida, presidente Investe SP |
Cooperação
"Cada vez mais a competição deixa de ser entre empresas e passa a ser por regiões. Por isso, é importante estar atento ao desenvolvimento sustentável, meio ambiente, responsabilidade social para garantir a competitividade", observou Nelson Casarotto Filho, da Universidade Federal de Santa Catarina.
Com experiência acumulada, a Secretaria do Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) aposta na segunda geração de políticas públicas para Arranjos Produtivos Locais (APLs). A informação foi dada pela coordenadora de APLs do MDIC, Margarete Gandini.
Haverá foco em inovação, fomento e capacitação, além da adoção de agendas estratégicas, confirmou. A representante também disse que desde o ano passado está no ar o Observatório Brasileiro de APLs, reunindo diversas informações.
Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp
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