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Defesa da Indústria
São Paulo - 20/04/2011


Notoriedade internacional do Brasil expõe fragilidades comerciais

Especialistas defenderam, nesta quarta-feira, na Fiesp, que o rápido crescimento econômico faz com que o País tenha seu status questionado


Embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp

“A defesa comercial está na ordem do dia no Brasil”. Com esta frase o embaixador Rubens Barbosa, que preside o Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, abriu o seminário “Diálogos para Defesa da Indústria”, nesta quarta-feira (20).

“É de se esperar que haja mais disputas contra o Brasil na medida em que ele se torna mais importante”, reconheceu o diretor do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Paulo Estivallet de Mesquita.

A participação do Brasil nas negociações internacionais de comércio foi tema da palestra do diretor da Fiesp para o assunto, Mário Marconini. Embora o País tenha uma “privilegiada situação sui generis”, como classificou, a visão dele sobre o futuro do comércio mundial é bastante pessimista.

Marconini defendeu que o Brasil deve priorizar a retomada da Rodada Doha para liberalização do comércio, mas, caso não ocorram avanços, será importante promover acordos comerciais com México e União Europeia, principalmente.

China

Na opinião da professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e coordenadora do Centro do Comércio Global e Investimento, Vera Thorstensen, o país asiático é o “tema mais emocionante da agenda internacional”,

A China, que entrou para a OMC em 2001 como o 7º maior exportador mundial ocupa o primeiro lugar dez anos depois. “Entretanto, ela subverte regras de comércio usando o câmbio”, apontou.

O ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, ressaltou que o Brasil precisa corrigir diversos pontos para promover a defesa da indústria. Dentre eles, estariam os seguintes:

  • Maior coordenação entre órgãos de governo (Secex, Receita Federal, Polícia Federal e Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI);
  • Maior participação do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro);
  • Atualização da legislação;
  • Maior coordenação intra-indústria.

    O seminário contou ainda com a participação do advogado Luiz Olavo Baptista, ex-membro do Órgão de Apelação da Organização Mundial do Comércio (OMC); e Felipe Hees, chefe da Divisão de Negociações Extrarregionais do Mercosul do MRE.


  • Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp