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Presidente da Fiesp defende relação recíproca com os Estados Unidos
Após encontro com Barack Obama em Brasília, Paulo Skaf estendeu suas declarações ao secretário de comércio dos EUA e ao presidente do Eximbank norte-americano
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Paulo Skaf, presidente da Fiesp
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Durante encontro nesta segunda-feira (21) com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Gary Locke, e o presidente do Eximbank norte-americano, Fred Hochberg, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, voltou a defender uma relação recíproca do comércio bilateral entre os dois países.
Uma das preocupações da Fiesp são os subsídios distorcidos que a Casa Branca concede aos seus agricultores. Para Paulo Skaf, essa assistência ao setor agrícola prejudica a competitividade internacional especialmente com o Brasil, por ser um dos maiores produtores agrícolas do mundo.
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Gary Locke, secretário de Comércio dos Estados Unidos
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Gary Locke ressaltou que assuntos como esse só poderão ser resolvidos em negociações multilaterais de comércio, no caso a Rodada Doha, paralisada desde 2008, por falta de consenso entre Brasil, Estados Unidos e Índia.
Skaf argumentou que novas propostas para Doha não podem anular os avanços conquistados, especialmente nos temas agrícola e industrial. Os Estados Unidos reconhecem que precisam flexibilizar mais sua abertura agrícola. No entanto, espero que as negociações sejam retomadas com base no texto de 2008, sem nenhuma surpresa, disse o presidente da Fiesp.
Financiamento
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Fred Hochberg, presidente do Eximbank |
Pouco antes do encontro com Gary Locke, Paulo Skaf conversou com o presidente do Eximbank equivalente ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) , Fred Hochberg, que anunciou financiamento de US$ 1 bilhão para empresas brasileiras envolvidas em projetos da Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
Este dinheiro deverá ser utilizado para a compra de produtos dos Estados Unidos ou serviços de empresas norte-americanas. Além deste valor, o Eximbank vai emprestar US$ 2 bilhões para que a Petrobras contrate empresas ou compre produtos norte-americanos. Um empréstimo de US$ 300 milhões à companhia aérea Gol também já foi aprovado.
O presidente do Eximbank disse que o Brasil está entre os nove países que o banco considera prioritários para receber investimentos. Na lista, além do País, aparecem a China, Índia, México, Turquia, Indonésia, Colômbia, África do Sul e Nigéria. Esperamos que esses financiamentos façam com que as empresas brasileiras alcancem um nível mais elevado na relação bilateral, disse Hochberg, que também se reuniu com empresários dos dois países.
Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp
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