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São Paulo - 24/02/2011


Cenário econômico pode comprometer desempenho da indústria

Com moeda nacional sobrevalorizada e juros em alta, Fiesp revisa para baixo a projeção para a atividade industrial paulista em 2011: 3,5%

Segundo o diretor-titular adjunto de Economia da Fiesp/Ciesp, Walter Sacca, as previsões do mercado para a taxa de câmbio e a taxa básica de juros (Selic) até o final de 2011 não animam, e podem comprometer o desempenho da indústria de transformação.

A opinião predominante é a de que o câmbio não deverá passar por uma mudança significativa, e a cotação do dólar pode até cair do atual R$ 1,67 para R$ 1,62. A possível elevação da Selic para 12,5% ao ano também aumenta o custo do dinheiro e restringe o crédito.

A Fiesp, com isso, revisou a projeção para o Indicador de Nível de Atividade (INA), que era de 4% a 4,5% no ano. Agora, a previsão é de 3,5% com viés de baixa. Ainda assim, para sustentar essa taxa, a indústria paulista precisaria crescer 0,5% nos 11 meses seguintes, o que, segundo Walter Sacca, significa tarefa difícil.

“Isso só aconteceu em épocas muito favoráveis da economia, como em 2006. Mas naquela época não existiam no horizonte as mesmas nuvens negras que hoje vemos no panorama da indústria”, comparou.

Caso se confirme a previsão da Fiesp para o INA, a indústria de transformação paulista deverá encerrar o ano com crescimento abaixo do esperado para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, cuja projeção está em torno de 4% a 4,5%. “O receio é de que nesse ano acabemos tendo saudade do ano passado”, frisou Sacca.

Mariana Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

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