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São Paulo - 21/01/2011


Presidente da Fiesp realiza audiências com ministros em Brasília

Paulo Skaf debateu questões de relevância para o setor produtivo do País e destacou preocupação da Fiesp em relação à taxa básica de juros


Paulo Skaf e o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf,  esteve em Brasília nesta quinta-feira (20). Ele participou de audiências com o chanceler Antônio Patriota, à frente do Ministério das Relações Exteriores, presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

“O primeiro motivo dessas visitas é renovar o contato com os ministros reconduzidos e conhecer os novos, para dar continuidade aos trabalhos que já estão sendo feitos pela Fiesp”, enfatizou Skaf. Durante os encontros, alguns assuntos de interesse da Indústria também foram debatidos.

No encontro com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o presidente da Fiesp deixou clara, mais uma vez, a preocupação do setor produtivo em relação ao aumento da Selic. Segundo ele, a decisão do Copom de elevar a taxa básica de juros para 11,25% aumenta as despesas públicas e diminui a competitividade brasileira.

“Os juros altos no Brasil atraem o capital especulativo, valorizam artificialmente o real e, com isso, aceleram as importações e encarecem os nossos produtos, na hora de exportar”, explicou.

Encontros na Fiesp


Paulo Skaf e o ministro da Defesa,
Nelson Jobim


Paulo Skaf convidou os ministros e as equipes técnicas dos ministérios a  visitar a sede da Fiesp, em São Paulo, e realizar reuniões e debates sobre temas de interesse do setor produtivo. A primeira visita será do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando
Pimentel, que acontecerá no dia sete de fevereiro.

Na audiência com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o tema debatido foi a portaria de número 1510/09, que disciplina o registro do ponto eletrônico nas empresas e dá prazo até primeiro de março para que elas se adaptem ao novo sistema. Skaf acredita ser impossível o cumprimento desse prazo.

“A solução está na negociação: deixar a decisão ser tomada setorialmente, entre trabalhadores e empresários, e não de forma impositiva”, explicou. O presidente da Fiesp ouviu do ministro que algumas alternativas estão sendo estudadas e que devem ser apresentadas até a próxima semana.

Alessandra Peruzzo, Agência Indusnet Fiesp