Zâmbia busca novos investimentos no Brasil
Em visita à Fiesp, o presidente Rupiah Buwezzani Banda frisou as vantagens do investimento de empresas brasileiras no país

Rupiah Bwezzani Banda,
presidente da Zâmbia |
Para ampliar as relações comerciais entre o Brasil e a Zâmbia, o presidente Rupiah Bwezzani Banda esteve na Fiesp nesta quarta-feira (17), acompanhado pelos ministros de Relações Exteriores, Comércio de Pesca, Educação, Minas e Energia.
A comitiva contou com a participação de 50 empresários zambianos e foi recepcionada pelo vice-presidente da federação das indústrias, João Guilherme Sabino Ometto.
Rupiah Banda destacou os avanços na economia de seu país, com uma média de crescimento de 5,2% ao ano, aumento da renda per capita e a queda dos índices de inflação. Mesmo com a crise econômica mundial, a Zâmbia registrou crescimento de 6,3% em 2009 e, para este ano, a expectativa é de um índice superior a 6,6%.
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Roberto Giannetti da Fonseca,
diretor-titular do Derex
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Exportações brasileiras
O diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, apresentou um panorama econômico brasileiro e das vendas de produtos nacionais para o mercado internacional, com destaque para o setor de alimentos. E ressaltou: "O Brasil é líder mundial na exportação de café, suco de laranja, açúcar, carne e aves e o segundo lugar na produção de soja e suínos".
Para Giannetti, com o crescimento da demanda mundial de alimentos nos próximos anos, o mercado de agronegócio deve se tornar cada vez mais promissor, já que a expectativa é de que a necessidade de alimentos aumente em 102% nos próximos 35 anos.
Na opinião do diretor do Derex da Fiesp, o país africano poderá ser um grande produtor de etanol de cana-de-açúcar, combustível, segundo ele, muito mais energético do que os produtos fabricados com outros insumos, como o milho. "Com a consolidação da produção, a Zâmbia pode aderir à tecnologia flex para sua frota automotiva local", sugeriu Giannetti.
Financiamentos

Ana Claudia Caputo, economista do BNDES |
A economista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ana Claudia Caputo, mostrou aos convidados a oferta de linhas de crédito para empresas que desejam ampliar suas vendas no mercado internacional.
No mês de julho, o BNDES concedeu R$ 72,7 bilhões em empréstimos, tornando-se um incentivo a mais para área de comercio exterior e internacionalização de empresas com custos e prazos diferenciados.
Entre as ações implementadas, Caputo destacou as seguintes linhas de crédito para exportação:
Pré-embarque: financiamento para produção de bens de capital destinados à exportação;
Pós-embarque: financia a comercialização de bens e serviços no exterior. A novidade é que importador tem acesso a essa linha de crédito.
A ação proporciona o fortalecimento das indústrias brasileiras na América do Sul e, também, a abertura de novos mercados, como os projetos de infraestrutura na África do Sul, Angola e Moçambique.
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Da esq. p/ dir.: Patrice Candente e Antônio Carlos Neubarth, diretores da Embraer
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Mercado aeronáutico
O crescimento da demanda de voos domésticos e a falta de aeronaves compatíveis para esse público foi o tema da apresentação de Patrice Candente, diretor de Marketing e Venda da Embraer da área comercial para África.
O mercado africano é composto por aeronave de grande porte que dificilmente consegue ter todos os assentos preenchidos. Para o executivo, a melhor alternativa seria a compra de aviões de pequeno porte, como E-jet ou os modelos do Legacy.
Já para o setor de defesa, Antônio Carlos Neubarth, diretor de Marketing e Vendas da Embraer para o mercado de defesa na África, indicou alguns modelos de aeronaves de uso militar utilizados por países como Brasil, México, Angola, Colômbia, Indonésia e Equador.
Oportunidade
Caleb Fundanga, presidente
do Banco da Zâmbia
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Com o crescimento contínuo da economia local e queda da inflação, a Zâmbia aposta na troca de experiência com as instituições financeiras, como BNDES e a abertura de agências bancárias brasileiras.
Convido o governo brasileiro abrir uma agência bancária em nosso país, disse Caleb Fundanga, presidente do Banco da Zâmbia. De acordo com ele, o grande desafio do país africano é propagar o sistema bancário para províncias rurais. Por isso, o governo pretende contar com o apoio do Brasil na elaboração deste projeto.
Além disso, a tecnologia e as pesquisas desenvolvidas pelo setor agrícola no Brasil são fundamentais para Zâmbia, cuja agricultura é de subsistência, sendo os principais produtos o algodão, café, cana-de-açúcar, tabaco, batata, milho e mandioca. O país utiliza apenas 15% das terras agricultáveis para o plantio.
Histórico
Com aproximadamente 11,6 milhões de habitantes, a Zâmbia declarou sua independência do Reino Unido há apenas 46 anos. Localizado entre sete países africanos República Democrática do Congo, Tanzânia, Malawi, Moçambique, Zimbábue, Namíbia e Angola , é porta de entrada para os empresários que desejam investir no mercado africano.
O país é também um dos maiores produtores de cobre do mundo. Base da economia local, o minério responde por 90% das exportações. O turismo internacional é outra fonte de renda, tendo como lugares mais visitados as Cataratas de Vitória e o Parque Nacional.
Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp
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