[ editar ]
 
 
 
   
INFORMAÇÕES DA INDÚSTRIA  
NEWSLETTER  
REVISTA DA INDÚSTRIA
CAPITAL HUMANO
MACRO VISÃO
INFORMATIVO REGIONAL
 
   
 
Seminário
São Paulo - 17/11/2010


Medidas para combater mudança do clima não podem ser protecionistas

Alerta foi feito pelo diretor do Departamento Econômico do MRE, Carlos Márcio Bicalho Cozendey, em seminário na Fiesp


Carlos Márcio Bicalho Cozendey, dir.
do Departamento Econômico do MRE
Poucas medidas comerciais foram adotadas em relação ao combate às mudanças do clima, mas a tendência de os debates se encaminharem nesta direção preocupa o setor produtivo.

Nesta terça-feira (16), a Fiesp discutiu o assunto no seminário Mudança do Clima e Competitividade na Indústria.

De acordo com o diretor do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Carlos Márcio Bicalho Cozendey, os países podem adotar o ajuste de fronteiras para compensar medidas de mitigação das mudanças do clima.

Entretanto, ele observou que o debate é mais amplo que a realidade. "Muito tem sido ventilado, mas ainda não há medidas concretas adotadas", ponderou.
Cozendey disse ainda que existem poucas medidas comerciais adotadas em relação ao combate às mudanças do clima.

Risco ou oportunidade?

O diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Mário Marconini, ressaltou que a discussão que envolve comércio e mudança do clima representa um encontro entre dois sistemas. "Seria um risco ou oportunidade?", questionou.

Na visão dele, o sistema multilateral de comércio está desabilitado desde o fracasso da Rodada Doha, em 2008. Já a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) também está "bastante esvaziada" para discutir o tema.

  • Confira aqui as apresentações realizadas durante o seminário.


  • Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

    LEIA MAIS

    Governo brasileiro está otimista sobre possível Pacote de Cancun

    Fiesp se posiciona sobre as discussões da COP16

    Mudança do clima está atrelada à produção de energia nos países desenvolvidos