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Congresso da Indústria
São Paulo - 08/11/2010


Presidente eleita deve manter modelo do setor elétrico, aponta Carlos Cavalcanti

Segundo o diretor de Energia da Fiesp, manutenção proporcionará avanço na infraestrutura do Brasil


Carlos Cavalcanti, diretor do
Dept. de Energia da Fiesp
O diretor do Departamento de Energia da Fiesp, Carlos Cavalcanti, assinalou nesta segunda-feira (8) que a deficiência dos aeroportos brasileiros, aliada à má condição das estradas e à baixa utilização da malha ferroviária, é um dos maiores gargalos à infraestrutura.

"O setor de energia é o único em que o Brasil está à frente da média mundial e dos BRICs [Brasil, Rússia, Índia e China]", informou o diretor ao participar do painel de discussões sobre infraestrutura, durante o Congresso da Indústria 2010, realizado pela Fiesp e o Ciesp no World Trade Center, em São Paulo.

Para Cavalcanti, a solução seria não aumentar a despesa pública, já que o investimento em infraestrutura costuma ser associado à elevação de investimento do estado com recursos dos tributos: “Precisamos entender como fazer prosperar a economia sem mais presença do estado”.

O diretor argumentou que, para que o setor responda como tem feito com os investimentos em infraestrutura, bastam ao governo quatro preocupações urgentes: planejamento, igualdade de condições em leilões entre empresas públicas e privadas, estabilidade jurídica e o critério da menor tarifa dos leilões reversos de energia.

“Isso não é sonho. O setor energético brasileiro já funciona como modelo e está mais avançado que a própria infraestrutura”, pontuou Cavalcanti.

Ele ressaltou ainda a preocupação do setor quanto à recriação de empresas estatais e disse que espera que a presidente eleita Dilma Rousseff dialogue com elementos do governo Lula sobre o assunto.

“Basta a ex-ministra de Minas e Energia do governo Lula, Dilma Rousseff, apresentar à presidente eleita o modelo que ela mesma implantou no setor elétrico, que teremos um grande impulso em infraestrutura e criaremos oportunidades ao setor privado”, concluiu.



Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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