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Falta de planejamento a longo prazo prejudicará o lazer em 40 anos
Alerta foi dado nesta quarta-feira (20), na Fiesp. Evento discutiu instalações esportivas e recreativas quando São Paulo completará 500 anos
O lazer deverá ganhar tratamento de mercadoria em 40 anos, conforme defendeu o consultor Antonio Carlos Bramante. Ele participou nesta quarta-feira (20) do 2º Congresso Ibero-Americano de Instalações Esportivas (Cidyr), que o Sesi e a Associação Internacional de Infraestruturas Desportivas estão realizando até sexta-feira (22), em São Paulo.
O lazer idealizado de hoje dará lugar ao mercolazer, conforme defendem alguns teóricos, disse Bramante. É crescente o esvaziamento de pessoas nos espaços de lazer, disse.
O consultor lembrou que Brasil está se tornando um país totalmente urbano, com 80% da população morando em cidades. Entretanto, mesmo com a tendência de ocupação das zonas urbanas, Bramante acredita que os espaços para lazer deverão diminuir.
Diversão
A arquiteta Patrícia Totaro, especialista em ambientes de academias de ginástica, aposta que até 2054 ano que foi desenhado para a palestra, quando São Paulo completará 500 anos a proposta de diversão vai superar o exercício físico nestes estabelecimentos.
Ela defende que nos próximos 40 anos, as academias levarão em conta aspectos tecnológico e social e a sustentabilidade em seus negócios. É possível que até 2054 a energia dos prédios seja gerada por meio dos próprios exercícios físicos, pontuou.
O debate foi coordenado pelo diretor de operações do Sesi, César Callegari, destacou que a proposta do painel é avaliar nossas possibilidades e desafios nos próximos 40 anos. Segundo ele, é preciso ter a perspectiva de pensar políticas públicas e envolver a participação do setor privado.
Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp
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