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Fiesp: Emprego na indústria será o melhor em cinco anos
Índice deve atingir 5% em 2010, com 120 mil vagas abertas. Setor ainda contabiliza 16 mil empregos a menos em relação ao pré-crise
Com 13.500 vagas abertas em setembro (+0,52%), a indústria paulista reforça a expectativa de crescimento recorde em 2010. Segundo apuração da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), apesar da fase mais atenuada da geração de emprego, o índice deverá encerrar o ano com alta de 5% sobre 2009 a maior taxa dos últimos cinco anos.
O dado com ajuste sazonal aponta avanço de 0,1% no mês, taxa que vem caindo nas últimas medições, mas que indica um bom setembro diante da série histórica da pesquisa. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (14) pela Fiesp/Ciesp.
O emprego continua sendo criado na indústria, mas a taxa e ritmo menores do que antes, afirmou Paulo Francini, diretor de Economia das entidades. O ano vai indo de forma bastante razoável, em uma faixa superior às nossas expectativas, avaliou.
Apesar de contabilizar 193,5 mil novas vagas até agora (+8,04%), a indústria deverá fechar o ano com saldo de 120 mil postos de trabalho sobre 2009. A perda se dará especialmente pela sazonalidade do setor de açúcar e álcool, que devolverá cerca de 50 mil empregos com o esvaziamento do campo nesta fase do ano.
Setembro emblemático
Dois anos após os primeiros sintomas da crise financeira, hoje a indústria paulista ainda conta com 16 mil empregos a menos no estoque com relação ao pré-crise, em setembro de 2008. Mas o número não preocupa a Fiesp.
Isso não assusta, até porque já prevíamos a recuperação do patamar pré-crise somente no início de 2011, sublinhou Francini. A retomada do emprego não segue a mesma toada da produção. Já totalmente refeita, a atividade industrial em São Paulo deverá crescer 10% esse ano.
A previsão de crescimento para o emprego no próximo ano, no entanto, é mais modesta. Com a base de comparação forte, pelo bom desempenho que se concretizará ao final de 2010, a taxa sustentará uma alta de 3,9% pela projeção da Fiesp/Ciesp.
Mas, segundo Paulo Francini, temores associados à evolução da balança comercial, especialmente dos manufaturados, podem interferir no bom momento da indústria. A valorização continuada da taxa de câmbio impulsiona um atendimento cada vez maior da demanda doméstica pela produção importada.
Vemos bons sinais de manutenção na demanda, com o aumento da massa real de salários e o crescimento continuado do crédito. A grande questão é como será feito o balanço entre a produção interna e as importações, sinalizou o diretor.
Setores e regiões
Em setembro, 18 dos setores analisados pela pesquisa (80%) tiveram comportamento positivo na geração de emprego. A atividade com melhor desempenho no período foi a produção de móveis (1,9%). Produtos diversos fechou com alta de 1,4%, empatado com equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos.
O setor de fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis liderou as baixas no mês, com fechamento de 1,2% das vagas de trabalho. Produtos farmoquímicos e farmacêuticos apresentou queda de 0,2%, assim como produtos alimentícios.
Quanto ao comportamento das Diretorias Regionais, a maioria (28) teve aumento no quadro de funcionários, seis fecharam vagas e duas ficaram estáveis. O destaque fica com Matão (3,02%), região que mais contratou. Sorocaba aparece em segundo lugar com acréscimo de 1,69%, seguida por Diadema, que avançou 1,29% no período.
Entre as regiões com desempenho negativo, Jaú teve o pior resultado do mês, com queda de 1,13%. As outras duas regiões com maior redução de empregos foram Botucatu (-0,58%) e Bauru (-0,57%).
Para acessar estudo completo, clique aqui.
Mariana Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp
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