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Comércio bilateral
São Paulo - 14/09/2010


Ministro da Tanzânia busca parcerias na Fiesp

Setores de energia e têxtil são prioridade, afirmou Bernard Kamillius Membe, ministro de Relações Exteriores e Cooperação Internacional do país africano


Da esq. p/ dir.: Bernard Kamillius Membe, min. da Tanzânia, e  João Sabino Ometto, no exercício da presidência da Fiesp

João Guilherme Sabino Ometto, no exercício da presidência da Fiesp, recebeu na terça-feira (14) o ministro de Relações Exteriores e Cooperação Internacional da Tanzânia, Bernard Kamillius Membe.

O encontro, que ocorreu na sede da entidade, teve por objetivo aproximar os dois países comercialmente, em especial setores como agronegócio, infraestrutura, maquinário e combustíveis minerais.

O ministro elogiou a competência do Brasil na realização de obras estruturantes e discorreu sobre as necessidades da Tanzânia, que precisa de fortes mudanças em sua infraestrutura. “Hoje as oportunidades de investimentos vão além da Europa, e há muitas oportunidades para os brasileiros”, afirmou Membe.

O embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, realçou a política internacional do governo Luiz Inácio Lula da Silva, que diversificou os parceiros e voltou-se aos países africanos. Ele destacou a presença da Petrobras na África, e afirmou que é possível “aumentar a cooperação bilateral”.

Geração de energia


Rubens Barbosa, pres. do Coscex da Fiesp



O ministro tanzaniano afirmou que o país tem grande potencial de geração de energia hidroelétrica, que é considerada a mais limpa de todas. Ele afirmou que a Tanzânia tem um projeto de hidroeletricidade pronto, com potencial de gerar 2.000 MW/h, e que precisa de investidores para executá-lo. “Não podemos nos industrializar com o que temos de energia atualmente”, afirmou, completando que “o setor privado deve ser o foco principal de investimentos”.

Para Francisco Carlos Soares Luz, embaixador do Brasil na Tanzânia, um projeto de construção de hidrelétrica como esse “poderia representar uma mudança na relação entre os dois países e, além de eletricidade, também geraria postos de trabalho”.

Thomaz Zanotto, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comercio Exterior (Derex) da Fiesp, falou sobre o potencial do etanol no mundo, que poderia beneficiar a Tanzânia, já o clima é similar ao brasileiro. “O etanol será uma commoditie energética, mas para isso precisamos de pelo menos sete países produzindo”, afirmou. “Estamos no momento onde há muito capital disponível, os governos não precisam desviar dinheiro de necessidades básicas para investir”, completou o diretor.



Elcio Cabral, Agência Indusnet Fiesp