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Empresas debatem eficiência energética
Diminuição do consumo de energia foi tema de um dos painéis da 4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp
A sustentabilidade é estratégica em função das alterações climáticas, da tendência de aumento populacional no mundo, da necessidade de economizar dinheiro, entre outros motivos. O assunto, é claro, passa pela geração de energia.
O debate Energia Elétrica e Meio Ambiente cases de empresas, foi realizado nesta quarta-feira (25), segundo dia da 4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp/Ciesp, que acontece na sede da federação, na Avenida Paulista, na capital de São Paulo.
O painel foi mediado pelo prof. dr. Marco Antônio Seidel, da Universidade de São Paulo, que explicou seu objetivo: Apresentar e debater a aplicação de conceitos e técnicas para melhorar a questão socioambiental nas empresas.
O engenheiro da Weg Motores, Helder Pires Luca, destacou uma recente geração de motores que utilizam ímãs permanentes para a aplicação de força motriz.
De acordo com ele, até 50% a 60% do gasto de energia elétrica em indústrias se dá com motores elétricos. Por isso, o desenvolvimento dessa área é constante: Os motores estão cada vez menores, mas com a mesma eficiência ou até maior, salientou Luca.
Soluções para horários de pico
Carlos Alberto dos Santos, da Stemac Grupos Geradores, apresentou soluções em motogeradores movidos a diesel, gás e biogás. "Geradores deixaram de ser equipamentos somente para quando não há energia disponível comercialmente para sanar deficiências em grandes cidades, pois a energia natural está mais escassa, informou.
Santos explicou que geradores são boas soluções para horários de pico, quando a energia é mais cara. Segundo o engenheiro, a cogeração de energia é uma solução viável e econômica, já que o calor emitido pelos sistemas geralmente desperdiçado pode ser reaproveitado em empresas que usam sistemas de aquecimento ou resfriamento da água.
Diagnóstico de eficiência
Mariana Meirelles Shouten, uma das responsáveis pelo Arranjo Produtivo Local (APL) das Cerâmicas de Tambaú, ressaltou a importância de se conscientizar micro, pequenos e médios empresários sobre a necessidade de realizar um diagnóstico de eficiência de energia elétrica, visando a melhoria do processo produtivo e, consequentemente, a economia de energia e dinheiro.
"É possível reduzir o custo da energia em até 40%", afirmou, enfatizando que para isso é necessário ter boas informações sobre o consumo. "O Ministério de Minas e Energia não divulga seus incentivos", pontuou.
No encerramento da mesa-redonda, o professor Seidel ressaltou que os empresários e funcionários precisam mudar seu comportamento, e resumiu o debate: "A qualidade energética interfere diretamente na qualidade do produto".
Elcio Cabral, Agência Indusnet Fiesp
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