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Sustentabilidade
São Paulo - 24/08/2010


"Brasil terá que se reconfigurar para se adaptar à idade da população"

Afirmação foi feita pelo secretário-executivo do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Rômulo Paes de Souza, na Fiesp


Rômulo Souza, secretário-executivo do Min. de Desenv. Social e Combate à Fome

O representante do governo fez o alerta, nesta terça-feira (24), no primeiro debate da 4ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, sobre Desastres Climáticos, Epidemias, Pandemias, Drogas e Envelhecimento - Ação coordenada para a sustentabilidade global. A mostra prossegue até quinta-feira (26), na sede nas entidades, na Capital.

De acordo com Souza, a população brasileira atingirá em 2030 seu pico, com 207 milhões de habitantes: “A partir daí, começará a diminuir, e a projeção é que em 2040 sejam 205 milhões de brasileiros”, afirmou.

O inevitável envelhecimento da população trará ao País novos desafios. “O Brasil terá oportunidades excepcionais, mas também terá que se reconfigurar para atender estas pessoas”, salientou.

Souza explicou que o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome trabalha com transição demográfica e de saúde: “Percebemos que a fecundidade vem caindo muito no Brasil, assim como a taxa de mortalidade infantil e o tamanho das famílias.”

Negócios

Mudanças na faixa etária da população pressupõem novos hábitos de consumo. Neste sentido, o secretário-executivo acredita que essas demandas proporcionarão oportunidades de negócios.

Na visão dele, o aumento da expectativa de vida e a maior inclusão de pessoas com deficiências no mercado também contribuem para este outro cenário.

Saúde

Ao mesmo tempo em que acontece a maturidade da população, cuidados com a saúde precisam ser repensados. É o caso, por exemplo, das novas patologias do trabalho, como sobrecarga, agressões, assédio moral e intolerância.

Segundo o secretário-executivo do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o aumento do consumo de drogas é outra preocupação da sociedade contemporânea: "Precisamos desenvolver novas metodologias para manejo de usuários de drogas".


Da esq. p/ dir.: Helena Magozo, coordenadora da Secretaria do Verde da Prefeitura de SP e Walter Lazzarini, presidente do Cosema da Fiesp


Políticas públicas


A coordenadora da Secretaria do Verde da Prefeitura de São Paulo, Helena Magozo, destacou a importância do debate e, principalmente, como ele interfere nas políticas públicas.

Já o diretor-adjunto do Comitê de Responsabilidade Social (Cores), Alberto Ogata, lembrou que é preciso se preocupar com o que chamou de bônus demográfico. "Não é possível falar em consumo consciente para uma população semi-analfabeta", ponderou.

O presidente do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, Walter Lazzarini, ressaltou a necessidade de se associar as condições de vida atuais com a degradação ambiental. "Estamos sendo afetados por nossas próprias ações", completou.

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

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