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São Paulo - 18/08/2010


Bolsa norte-americana quer atrair mais empresas brasileiras

O CEO da Bolsa de Valores de Nova Iorque acredita que se o Brasil mantiver o crescimento será a 5ª maior economia do mundo em seis anos


Duncan Niederauer, presidente da
Bolsa de Valores de Nova Iorque

O presidente da Bolsa de Valores de Nova Iorque, Duncan Niederauer, afirmou nesta quarta-feira (18) que as companhias brasileiras de capital aberto estão em vantagem frente ao mercado global, devido à estabilidade da economia e do sistema financeiro do País.

Niederauer está no Brasil, pela segunda vez, para atrair empresas nacionais para o pregão nova-iorquino.

“Só a Bolsa brasileira não é suficiente para atrair capital externo”, disse o CEO durante encontro com empresários na Fiesp. Além do Brasil, Duncan Niederauer ressaltou os demais países do Bric (Rússia, Índia e China) como as “melhores opções de investimentos” em todo o mundo, por apresentarem taxa de crescimento mais acelerada que a de países desenvolvidos.

Entre os países do Bric, o norte-americano destacou o Brasil, "pela excelência nas leis e regulações". Ele preconizou que, se o País continuar a ascendência do crescimento econômico, ocupará o quinto lugar no ranking das maiores economias do mundo, em 2016.

Salientou, ainda, que os grandes eventos esportivos que o Brasil sediará nos próximos anos devem impulsionar o crescimento do País e aguçar o interesse de investidores estrangeiros.

Atualmente, as empresas brasileiras com maior destaque no mercado global têm ações negociadas na Bolsa de Nova Iorque como, por exemplo, a Petrobras, Vale, CSN e Brasken. O Brasil é o terceiro país com o maior número de empresas listadas na Bolsa norte-americana, 28 no total.

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp