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Construção
São Paulo - 10/08/2010


Construbusiness elege habitação e infraestrutura como pilares do desenvolvimento econômico

Para Fiesp, propostas do Construbusiness 2010 podem elevar ranking brasileiro e colocar o País entre as cinco maiores economias em infraestrutura


José Carlos de Oliveira Lima,
diretor do Deconcic

O Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp lançou nesta terça-feira (10) os temas que farão parte da 9ª edição do Construbusiness, que se realizará em 29 de novembro.

Para este ano, o Deconcic elegeu as áreas de habitação e infraestrutura como os pilares prioritários para a formulação de projetos que serão encaminhados aos candidatos eleitos ao governo federal, estadual e às duas esferas do Legislativo.

De acordo com o diretor do Deconcic, José Carlos de Oliveira Lima, a próxima edição do Construbusiness já se inicia com uma graduação diferente das demais edições, por trazer propostas para o Brasil até 2022.

"Não se trata mais de um projeto de governo, mas sim de Estado. Um projeto que vai além das obras necessárias à realização da Copa do Mundo e da Olimpíada", argumentou Oliveira Lima. "Precisamos estar alertas às oportunidades para melhor conduzir o Brasil."

Dentro do foco em habitação e infraestrutura, o Construbusiness 2010 trará propostas à:

  • Gestão pública – eficiência, agilidade e segurança jurídica;

  • Qualificação de mão de obra – capacitação de mão de obra técnica, gerencial e operacional e também dos gestores públicos, com melhores garantias para os agentes públicos tomarem decisões;

  • Infraestrutura urbana – garantir mobilidade e acessibilidade, elevar eficiência nos transportes públicos, reduzir impacto ambiental e emissões, além do saneamento básico.

  • Sustentabilidade – ênfase em disponibilidade de recursos e projetos. Não somente para as questões ambientais, como também econômico, social e cultural.

    Os estudos ficarão a cargo da Fundação Getúlio Vargas e da LCA Consultores. Dados preliminares das consultorias mostram que para cada R$ 1 bilhão investido por ano, o País ganha de volta R$ 2,84 bilhões na produção; R$ 1,4 bilhão em valor agregado, além da criação de quase 68 mil novos postos de trabalho.


    Benjamin Steinbruch, no exercício da presidência da Fiesp

    Os estudos preliminares indicam que hoje o Brasil está bem menos vulnerável, em comparação há dez anos, o que facilitaria a implantação das ações.

    "Atualmente, o País apresenta um consumo interno altamente aquecido, devido às melhoras das finanças públicas, e mantém reservas internacionais que equivalem ao total da dívida externa (publica e privada)", explicou Ana Maria Castelo, economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

    Benjamin Steinbruch, no exercício da presidência da Fiesp, ratificou os argumentos da FGV e disse que o "Brasil está em uma posição privilegiada". "Eu nunca vi o País como hoje, sem a necessidade das exportações, FMI [...] Por sorte ou competência do governo Lula, temos hoje mais de 50 milhões de novos consumidores", afirmou.

    No entanto, apesar de o País apresentar um menor grau de vulnerabilidade, ainda amarga as últimas posições em eficiência da infraestrutura doméstica. Dados do World Economic Forum mostram que o Brasil, em um ranking de 22 países, está na 18ª colocação geral.

    Em rodovias e ferrovias, a eficiência brasileira fica no penúltimo lugar, ao lado da Colômbia. Em portos, o Brasil está na lanterna. O único destaque positivo, em uma comparação internacional, está na qualidade da oferta de energia, onde o País aparece na 12ª posição.

    Para Oliveira Lima, as propostas do Construbusiness podem elevar o ranking brasileiro e colocar o Brasil entre os cinco países mais eficientes em infraestrutura, próximo ao Japão e Coréia do Sul. "Se conseguirmos eliminar a ineficiência pública, até 2022 conseguiremos elevar a posição brasileira", concluiu o diretor da Fiesp.



  • Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp