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DMA/Fiesp integra 17ª Reunião Plenária do Comitê de Gestão Ambiental da ISO/TC 207
Encontro realizado no México se encerrou no sábado, 17
O Departamento do Meio Ambiente (DMA) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) integrou a delegação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), nesta 17ª Reunião Plenária da ISO.
A ISO é uma instituição independente que reúne organismos técnicos de uma centena de países. O objetivo é tratar da normalização ambiental internacional neste encontro ocorrido no México.
Na plenária da última terça-feira (13), delegações de 23 países, entre eles o Brasil, discutiram sobre as normas da série ISO 14000 (que trata das diretrizes sobre a área de gestão ambiental dentro de empresas), especialmente a sua aplicabilidade. A China, os países de língua espanhola e árabes se dedicam à tradução e o seu uso depende do nível de industrialização e participação no comércio desses países.
Grupos de trabalhos que se reuniram desde o último dia 11 trataram dos seguintes assuntos:
norma de terminologia da série ISO 14000;
normas de orientação sobre manejo do solo a fim de prevenir e minimizar a degradação do solo e desertificação de influência antrópica, em especial pela agricultura e florestas, em ambientes áridos e semiáridos;
rotulagem ambiental, que revisa a norma sobre autodeclaração de organizações e respectivos símbolos (de reciclagem, por exemplo);
avaliação de desempenho ambiental (ADA);
gestão de gases de efeito estufa e atividades correlatas, como as competências envolvidas (de organizações e organismos certificadores e acreditadores).
Outro tema avaliado foi a participação cada vez mais ativa na normalização internacional, com grupos envolvidos na elaboração da ISO 26000, voltada à responsabilidade social. Além disso, normas sobre gestão de gases de efeito estufa, pegadas da água e de carbono e, ainda, da prevenção e minimização da desertificação.
Na plenária final, dia 17, sábado, os grupos sintetizaram os resultados a que chegaram.
Novas propostas
O chefe da delegação brasileira, Haroldo Mattos de Lemos, apresentou um trabalho da Unep (United Nations Environment Programme, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), publicado em fevereiro de 2010, com resultados sobre créditos e débitos dos países, em escala global. São resultados relativos aos recursos naturais, em especial, sobre a biodiversidade de espécies e ecossistemas.
Lemos apontou a necessidade de se desenvolver a pegada de sustentabilidade e/ou ecológica de países a partir de um indicador de suporte das regiões.
A Indonésia apresentou argumentos para que se desenvolva, pelo Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC)/United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC), com o apoio da ISO, a normalização sobre emissões e a prevenção de emissões de gases de efeito estufa por desmatamento.
A ação é necessária devido às normas de mudanças climáticas enfocarem emissões devidas, especificamente em relação ao desmatamento, considerando as especificidades dos países detentores de grandes áreas de floresta. Este é caso da própria Indonésia e do Brasil, entre outros países.
O Reino Unido apresentou nova proposta relativa ao desenvolvimento da norma de Sistema de Gestão de Comércio Justo (Fair Trade Management System), que melhor atenderia aos países em desenvolvimento e que, igualmente, seria desenvolvida pela ISO em conjunto com a Organização Mundial do Comércio (OMC).
As sugestões ainda não se tornaram propostas oficiais de trabalho. Foram apresentadas para consideração durante as reuniões que aconteceram na cidade mexicana de León.
Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp
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