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Nova geopolítica do petróleo será a maior revolução econômica
Previsão é do presidente da International Energy Associates, Herman Franssen, que esteve na Fiesp nesta quinta-feira (10)
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Herman Franssen, presidente da International Energy Associates
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Estamos no meio daquela que será uma das maiores revoluções econômicas; só comparada à Revolução Industrial. Foi com esta frase que o especialista americano Herman Franssen iniciou sua palestra para uma plateia repleta de empresários sobre a geopolítica de petróleo e gás.
No evento, promovido pelo Departamento de Energia da Fiesp, o especialista norte-americano disse que a China tem uma história de sucesso única no mundo e que a Índia está seguindo pelo mesmo caminho.
Apesar disso, Franssen alerta que, após a crise financeira mundial de 2008, este será um longo período de incertezas.
De acordo com as tendências atuais, em 2030, os combustíveis fósseis serão responsáveis por 80% da matriz energética mundial, previu. Entretanto, para atingir esta meta, os países estão buscando maior eficiência, como a fabricação de carros elétricos, por exemplo.
Brasil
Ninguém esperava a descoberta do pré-sal, e ela foi possível graças ao desenvolvimento da tecnologia, destacou. O consultor acredita que ainda há muito petróleo na terra e que, além do Brasil, a Rússia também tem muito a produzir.
Segundo Franssen, China e Índia deverão responder juntas por 80% da demanda por combustíveis nos próximos cinco anos.
Ele também elogiou o programa brasileiro de biocombustíveis, que é lucrativo e não recebe subsídios do governo, além de reduzir em 50% as emissões de gás carbônico quando comparado à gasolina.
Vazamento
O especialista comentou o vazamento de petróleo em um poço no Golfo do México, nos Estados Unidos, que já é o maior da história. Ainda não se sabe exatamente o que aconteceu; se foi falha humana ou técnica, ou a combinação das duas coisas.
O acidente deverá custar de 20 a 35 bilhões de dólares à empresa British Petroleum (BP), que viu nesta semana suas ações despencarem 40%. Isso poderá custar a cabeça do CEO da BP, revelou.
Crise
Sobre os constantes conflitos no Oriente Médio, Franssen teme por um desastre nas relações diplomáticas, o que poderia encarecer significativamente o preço do barril de petróleo, chegando à marca de 200 dólares.
O Irã sempre foi um império e, ao contrário de antigamente, as informações estão disponíveis em tempo real. É difícil ser otimista em relação à situação no Oriente Médio, mas rezo todos os dias para que não aconteça um desastre, finalizou.
Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp
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