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São Paulo - 27/05/2010


Lula é inspiração para esquerda democrática, diz primeiro-ministro de Portugal, na Fiesp

Com afagos e elogios ao presidente Lula e ao crescimento econômico do Brasil, o premier português veio ao País em busca de investimento


José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal (de gravata azul), destacou que o crescimento econômico do Brasil é importante para seu país poder se tornar uma plataforma para as empresas brasileiras atuarem em outras nações da Europa

Durante encontro com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o primeiro-ministro português, José Sócrates, disse que o presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, é um dos grandes nomes da esquerda mundial, com um capital político que não deve ser desperdiçado.

“O presidente Lula poderia assumir qualquer cargo de relevância no cenário internacional”, afirmou o premier, nesta quinta-feira (27), na Fiesp. Ele ressaltou, ainda, que Lula é o grande responsável pela posição privilegiada do Brasil na nova geografia da ordem mundial. “Ele [presidente Lula] mostrou para o mundo que esquerda democrática sabe governar”, completou.

O primeiro-ministro veio ao Brasil com foco nos investimentos recíprocos. Ele afirmou que o crescimento econômico do Brasil é importante para Portugal e que seu país pode se tornar uma plataforma para as empresas brasileiras atuarem em terceiros mercados.

Em relação a crise financeira que ronda a Europa, Sócrates amenizou a situação e disse que o euro não está em crise e os problemas sofridos são consequências da “jovialidade” da moeda, que completou 10 anos em transação. Para frear os malefícios trazidos pela crise européia, o primeiro-ministro revelou que seu país irá trabalhar para diminuir 2% de seu déficit orçamentário.

Questionado sobre a possibilidade de esta manobra barrar o crescimento de Portugal, ressaltou que o incremento econômico pode ser prejudicado, mas que não há alternativa a ser tomada. “O equilíbrio do processo de crescimento do país fica pendente, mas não há o que fazer. Estamos fazendo o que precisa ser feito. Espero que este movimento freie os ataques especulativos”, explicou.

Sobre o imbróglio que envolve a Portugal Telecom (PT), Telefonica e Vivo, José Sócrates disse que a PT não abre mão do controle da Vivo, pois segundo ele, a companhia brasileira é um pilar estratégico para dar dimensões mundiais à empresa portuguesa. A PT e a Telefonica são parceiras e controlam a Vivo, que é maior operadora de telefonia móvel do Brasil.

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp