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"O Brasil não pode permitir o retrocesso", diz presidente do Porto de Santos
Em reunião na Fiesp, José Roberto Correia Serra, respondeu duramente à possibilidade levantada por lideranças políticas de fechar a Secretaria dos Portos
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José Roberto Correira Serra,
presidente do Porto de Santos
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A sociedade portuária, federações e confederações não aceitarão um retrocesso em relação aos trabalhos realizados para o desenvolvimento do setor portuário no Brasil, independentemente da pessoa que ocupará o cargo de presidente da República.
Foi o que afirmou o presidente do Porto de Santos, José Roberto Correia Serra, em reunião do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) da Fiesp, nesta quarta-feira (5).
Defendo, inclusive, que a SEP (Secretaria Especial dos Portos) deve ter seu poder de atuação ampliado para garantir que os projetos desenvolvidos sejam sua materializados, ressaltou Correia Serra.
Quanto à possível dissolução da Secretaria, colocada anteriormente por figuras públicas na mídia, o presidente do Porto disse não temer. A criação (da Secretaria) não é mérito de ninguém é um clamor de todos nós. Não pode ser visto do ponto político e sim de interesse de toda a sociedade, complementou.
Durante o encontro, o presidente da SEP apresentou um plano de expansão e acessibilidade do maior porto brasileiro. O estudo, realizado a partir de uma metodologia científica, pesquisas e amplo detalhamento, avalia as condições necessárias para que as vias de acesso ao Porto de Santos possam estar adequadas ao crescimento previsto para a movimentação de carga nos próximos anos.
Para o presidente do Coinfra, Fernando Xavier, mesmo com as grandes ações necessárias para o crescimento do Porto, o Brasil ainda pode ver de maneira positiva esse processo.
O nosso País tem uma perspectiva enorme de desenvolvimento e podemos ver isso de forma otimista, afinal há muitos países que já esgotaram seu crescimento e assim estão estagnados no quadro atual, explicou.
Kacy Lin, Agência Indusnet Fiesp
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