| |
|
|
Copom eleva taxa básica de juros: A quem interessa segurar o crescimento do Brasil?
"Não é necessário subir os juros, pois há capacidade instalada na indústria para atender à demanda sem que aconteça pressão sobre os preços", diz Skaf
A pressão que vem sendo exercida sobre o Banco Central (BC), por parte dos interessados no aumento da taxa Selic, atingiu níveis ainda não conhecidos na sua atual gestão.
Até a competência e a autonomia dessa respeitada instituição correm o risco de ser colocadas em dúvida, pois, atendendo a interesses de poucos em detrimento de muitos, já havia sido divulgada a última Ata do Copom.
No documento, ao invés de defender pelo menos a manutenção do percentual nos atuais patamares, o organismo anunciou a unânime "necessidade" de elevar a taxa básica de juros na reunião marcada para esta quarta-feira (28).
E a promessa foi cumprida. A partir daí, pouca dúvida resta para a ação de um BC acuado, refém de certos setores do mercado e cada vez mais distante dos interesses maiores da sociedade e do País.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) defendeu a manutenção da taxa Selic. E o fez com vários e consistentes argumentos já explicitados antes, inclusive em reuniões técnicas com as autoridades públicas ligadas ao tema, como noticiou a imprensa.
Ao saber da alta hoje anunciada, Paulo Skaf, presidente da entidade, lembrou um deles: Não há necessidade de subir a taxa de juros, pois existe capacidade instalada na indústria para atender à demanda sem que aconteça pressão sobre os preços.
Lamentamos, profundamente, que a produção, o crescimento e o emprego, mais uma vez, sejam os perdedores.
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
| |
|