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Nota Oficial
São Paulo - 28/04/2010


Copom eleva taxa básica de juros: A quem interessa segurar o crescimento do Brasil?

"Não é necessário subir os juros, pois há capacidade instalada na indústria para atender à demanda sem que aconteça pressão sobre os preços", diz Skaf

A pressão que vem sendo exercida sobre o Banco Central (BC), por parte dos interessados no aumento da taxa Selic, atingiu níveis ainda não conhecidos na sua atual gestão.

Até a competência e a autonomia dessa respeitada instituição correm o risco de ser colocadas em dúvida, pois, atendendo a interesses de poucos em detrimento de muitos, já havia sido divulgada a última Ata do Copom.

No documento, ao invés de defender pelo menos a manutenção do percentual nos atuais patamares, o organismo anunciou a unânime "necessidade" de elevar a taxa básica de juros na reunião marcada para esta quarta-feira (28).

E a promessa foi cumprida. A partir daí, pouca dúvida resta para a ação de um BC acuado, refém de certos setores do mercado e cada vez mais distante dos interesses maiores da sociedade e do País.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) defendeu a manutenção da taxa Selic. E o fez com vários e consistentes argumentos já explicitados antes, inclusive em reuniões técnicas com as autoridades públicas ligadas ao tema, como noticiou a imprensa.

Ao saber da alta hoje anunciada, Paulo Skaf, presidente da entidade, lembrou um deles: “Não há necessidade de subir a taxa de juros, pois existe capacidade instalada na indústria para atender à demanda sem que aconteça pressão sobre os preços”.

Lamentamos, profundamente, que a produção, o crescimento e o emprego, mais uma vez, sejam os perdedores.


Federação das Indústrias do Estado de São Paulo