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Líderes industriais criticam proposta de redução da jornada de 44 para 40 horas semanais
Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou que a legislação atual permite flexibilidade e que hoje já se pratica a média de 41 horas por semana
A redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas, que está em tramitação no Congresso Nacional, foi criticada nesta terça-feira (23) pelos presidentes da federações industriais dos estados, em reunião de diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sob a alegação de que se trata de uma bandeira política e não de um interesse do trabalhador.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou que a legislação atual já permite flexibilidade na jornada de trabalho e que hoje, no País, já se pratica a média de 41 horas semanais. "Há até quem adote a carga de 38 horas, como é o caso da indústria farmacêutica. Fazer uma imposição legal nessa área engessa as empresas, afetando os setores mais sensíveis, podendo gerar desemprego nas empresas de pequeno e médio porte.
Skaf lembra que, em 1982 a França resolveu reduzir a jornada semanal de trabalho e houve aumento do desemprego. Mas, depois disso, o país adotou legislação mais compatível com a sua realidade e restabeleceu o mercado de trabalho. Ele vê "interesse eleitoral na questão da redução da jornada no Brasil" e opina que "não se pode misturar interesse político com interesse das pessoas".
Após a reunião, os presidentes das federações industriais se encontraram com o presidente da Câmara Federal, deputado Michel Temer, para discutir a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do assunto. Temer propôs a alternativa de fixar jornada semanal em 42 horas, mas os representantes da indústria não concordam com a proposta.
Ouça a entrevista de Paulo Skaf à Agência Radioweb.
Agência Indusnet Fiesp, com informações da Agência Brasil
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