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Defesa
São Paulo - 11/02/2010


Brasil e Noruega farão acordo de cooperação estratégico

Aproximação feita pelos governantes dos dois países permitirá a participação da indústria brasileira na modernização das Forças Armadas do país europeu


À esquerda, Espen Barth Eide, vice-ministro de Defesa da Noruega e Roberto Carvalho, diretor do Comdefesa da Fiesp
Durante visita realizada na Fiesp nesta quarta-feira (10), o vice-ministro de Defesa da Noruega, Espen Barth Eide, anunciou que o Brasil está nos planos do projeto de modernização das Forças Armadas de seu país.

Segundo ele, metade das compras militares é realizada internamente e, no projeto de atualização dos equipamentos militares, as indústrias norueguesas precisam se internacionalizar para ter produtos mais sólidos.

Neste sentido, as indústrias de Defesa buscam parceria com empresas brasileiras. “O Brasil cresce rapidamente e as relações políticas entre nossos governantes estão se consolidando”, justificou Eide.

Ele informou ainda que a Noruega está começando a exportar mísseis para o Brasil e que um acordo formal deverá ser firmado por intermédio do Ministério da Defesa.

Apesar de ser um país relativamente pequeno se comparado ao território brasileiro, a Noruega é o quinto maior da Europa, com milhares de quilômetros de linha costeira.

A necessidade de constante vigilância da área marítima faz com que as duas nações tenham objetivos semelhantes nas questões de Defesa, segundo o vice-ministro. “Estas perspectivas permitem o desenvolvimento de um diálogo mais profundo“, acrescentou Eide.

Semelhança


Embaixador Rubens Barbosa

O diretor-coordenador de Mercado Internacional do Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Fiesp, Roberto Guimarães de Carvalho, confirmou que o projeto de modernização das forças militares da Noruega assemelha-se ao do Brasil.

“Isso pode ajudar no relacionamento dos dois países e pode ser estratégico tanto para nossa indústria como para a deles”, opinou.

Carvalho disse ainda que a visita da comitiva norueguesa é importante para que “nossas indústrias realizem seus projetos, desenvolvam novos produtos e os comercializem no Brasil e no exterior”.

O embaixador Rubens Barbosa reiterou que o setor de Defesa brasileiro tem um novo cenário desde a implantação da Estratégia Nacional de Defesa (END): “Esta é a primeira vez que o governo abre uma janela de oportunidades”.



Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp