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Brasil vai mostrar que 50% das indústrias já promovem gestão ambiental
Diretor do Departamento do Meio Ambiente da Fiesp apresenta nesta 2ª feira, na COP15, programas de sustentabilidade do setor privado
Dono de 20% da biodiversidade e de 12% de toda a água potável do planeta, o Brasil quer mostrar, durante a Conferência do Clima que a Organização das Nações Unidas (ONU) realiza até sexta-feira (18) na Dinamarca, que também faz gestão ambiental no setor privado.
Para apresentar os números brasileiros, o diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Nelson Pereira dos Reis, fará palestra nesta segunda-feira, às 17h30, hora local de Copenhague (14h30, horário de Brasília), no Espaço Brasil, na COP15.
De acordo com Reis, entre alguns dados, vale destacar que:
76% das empresas possuem indicadores do consumo específico de energia;
98% oferecem programas de treinamentos ambientais a seus funcionários;
62% trabalham com redução do consumo de água.
"Estes são apenas alguns dados para dar ideia do que o setor privado do Brasil já promove em relação aos cuidados com o meio ambiente", informa.
Segundo o diretor, além da consciência dos empresários, as boas práticas ambientais têm aumentado por conta da exigência do consumidor, que cada vez mais opta por produtos sustentáveis.
A principal prova disso é que quase metade das corporações brasileiras (46%) só contratam fornecedores que utilizam procedimentos que fazem gestão ambiental. Além disso, cerca de 48% das empresas dispõem de projetos para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e 42% já utilizam fontes renováveis de energia.
Para garantir a efetividade e a autenticidade de tais programas, o governo brasileiro mantém conselhos responsáveis pelo acompanhamento e pela formulação de políticas públicas sobre meio ambiente.
Eles agregam representantes do setor produtivo e da sociedade, como o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), conselhos estaduais e comitês de bacias hidrográficas.
Lucas Alves, de Copenhague, para Agência Indusnet Fiesp
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