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São Paulo - 01/12/2009


Seminário vai propor ajustes e avanços nas metas da Política de Desenvolvimento Produtivo

Após diagnóstico de 16 setores sobre o impacto da PDP em cada área, Fiesp discutirá metas para pós-crise e avanços na política de desenvolvimento

Em um cenário de pós-crise, a grande preocupação das nações é retomar a expansão econômica, criar empregos e agregar tecnologia na atividade industrial. Com o Brasil não é diferente.

Em maio do ano passado, o governo federal lançou a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) que, na ocasião, apresentava medidas importantes para o desenvolvimento industrial. No entanto, após o colapso econômico provocado pela crise internacional, mudaram-se as necessidades da atividade economia brasileira.

A Fiesp analisou 16 setores da produção: Automotivo; Nanotecnologia; Biotecnologia; Têxtil e Confecções; Madeira e Móveis; Petróleo, Gás e Petroquímica; Plásticos; Bens de Capital; Aeronáutica; Defesa; Naval; Siderurgica; Saúde; Tecnologia da Informação; Couro e Calçado e Agroindústria. E verificou que algumas medidas da PDP não conseguem mais atender as demandas de cada um deles.

De olho na recuperação do País, a partir das 9h desta terça-feira (2), o Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp promove o seminário Avaliação da Política de Desenvolvimento Produtivo do Governo Federal, na sede da entidade.

A Fiesp propõe ajustes e avanços, de forma a contribuir com o cumprimento de sua finalidade, integrando interesses privados e públicos.

Neste sentido, o Seminário traz lideres empresariais e do governo, como os presidentes do BNDES (Luciano Coutinho), da ABDI (Reginaldo Arcuri), e do Inmetro (João Alziro Herz da Jornada), para avaliar as quatro principais metas do programa:


  • Ampliação do Investimento fixo – A meta da PDP sobre a ampliação do investimento fixo propõe atingir o investimento (relação investimento/PIB) de 21% até 2010. Para isso, seria necessário um crescimento anual médio dessa taxa de 11,3% entre 2008 e 2010, dado o seu valor inicial de 17,6% em 2007. A meta foi estabelecida projetando um crescimento anual de 5% do PIB.


  • Ampliação das exportações – A PDP estabeleceu que o País deveria atingir uma projeção mundial de 1,25% até 2010, exportando um montante de US$ 208,8 bilhões. Com os valores iniciais de 2007, para atingir a meta seria necessário um crescimento médio anual de 9,1% entre 2008 e 2010.


  • Elevação do gasto privado em P&D – A PDP propõe a elevação do investimento privado em P&D para 0,65% do PIB, até 2010. Dada a posição inicial de 0,51% em 2005, seria necessário um crescimento anual médio de 9,8% entre 2007 e 2010. A meta foi estabelecida projetando um crescimento anual de 5% do PIB.


  • Dinamização das MPIs – A PDP visa, até 2010, aumentar em 10% o número de MPEs exportadoras, atingindo um total de 12.971 empresas, saindo de 11.792 em 2006. A meta está relacionada tanto às expectativas de geração de empregos quanto à competitividade das empresas.


    Veja aqui a programação do evento


  • Thiago Eid, Agência Indusnet Fiesp