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Logistica
São Paulo - 18/11/2009


Corredores de exportação garantem competitividade do setor produtivo

"Planejar e gerenciar de forma integrada", pediu Bussinger, do Departamento Hidroviário do Estado, em Seminário de Logística na Fiesp

Pela malha viária da região metropolitana trafegam 400 mil veículos urbanos de carga (dados de 2008) carregando 1 bilhão de tonelada, o equivalente a um Porto de Santos por mês.

Os números dão a dimensão da necessidade urgente de se pensar em uma logística integrada que atenda às necessidades de tráfego em São Paulo e o aporte de investimentos necessários.

O comentário foi feito por Frederico Bussinger, presidente do Porto de São Sebastião (polo logístico de escoamento) e também diretor do Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo, durante o 5º Seminário de Logística da Fiesp, realizado nesta terça-feira (17).

É preciso retirar do circuito viário as cargas que apenas "atravessam" a metrópole, sobrecarregando o trânsito, e que podem seguir por outros sistemas. O hidroanel, por exemplo, já conta com 41 quilômetros, que devem se somar a outras possibilidades como o ferroanel e o rodoanel, apontou Bussinger, citando os três pontos de integração do sistema trimodal da macrometrópole.

“Planejar e gerenciar de forma integrada”, ele insistiu, lembrando que há 68 estudos no campo hidroviário e que a discussão de integração se arrasta desde a época do engenheiro Billings, faz bem um século.

O Porto de Santos é um agente de desenvolvimento regional, disse. E complementou: “Os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no sistema hidroviário são pequenos, mas é mais do que já se fez”, cutucou.

Outro alvo de críticas é a ação de ambientalistas: “A hidrovia é parceria do meio ambiente, inclusive para a manutenção das matas ciliares; elas são irmãs siamesas. Nós precisamos de um novo processo de licenciamento ambiental. É claro que o projeto de São Sebastião traz impactos ambientais, mas na balança há muito mais benefícios regionais”.

Logística eficiente para atender demanda

José Roberto Correia Serra, presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo, criticou a falta de políticas públicas e a ausência de planejamento logístico que atrapalham a competitividade.

“O acesso ao Porto de Santos requer uma logística cada vez maior pela demanda crescente”, analisou. Noventa por cento da base industrial do Estado de São Paulo estão a duzentos quilômetros do Porto. Uma das opções é a transferência de uma parte do transporte de cargas do sistema rodoviário para o ferroviário.

O tráfego atual é de 80 milhões de toneladas (2009) e a previsão é se alcançar 200 milhões de toneladas de cargas em 2024 no Porto de Santos. Entre as alternativas, a construção de um aeroporto local e de novos terminais de carga.

"É preciso inverter a matriz de transporte. Nenhum plano terá sucesso se a questão não for tratada conjuntamente pelos governos municipais, estadual e federal. E em tempo hábil, pois precisamos nos antecipar às necessidades futuras", concluiu Correia Serra.

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

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