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Logística ambiental
São Paulo - 17/11/2009


Investimento em hidrovias pode reduzir até 68% das emissões de poluentes

Transporte hidroviário é 90% mais limpo que o rodoviário, afirma diretor da Antaq


Fernando Fialho, diretor-geral da Antaq
O Brasil deve começar a pensar o transporte hidroviário como solução logística e ambiental para o setor. Seguindo este caminho, poderá triplicar a eficiência de distribuição de seus produtos e, ao mesmo tempo, reduzir até 68% da emissão dos poluentes rodoviários.
 
Foi o que garantiu o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fialho, durante o 5º Seminário de Logística da Fiesp, na tarde desta terça-feira (17).

Segundo ele, os veículos rodoviários são responsáveis pela emissão de 98% do CO² proveniente dos transportes brasileiros. Dessa maneira, desenvolver o potencial hidroviário do País significa reduzir 68% dos gases de efeito estufa. “A hidrovia é a própria mitigação ambiental. Ela é 90% menos poluente”, ressaltou Fialho.

Contudo, o diretor defendeu que estes resultados apenas serão alcançados caso a regulamentação leve em consideração o limite de eficiência de cada tipo de transporte. “Precisamos usar de forma racionalizada cada um dos modais. No Brasil, mais de 70% do escoamento é rodoviário, o que não é adequado às nossas dimensões continentais”, explicou.

Além disso, prosseguiu, todo o dinheiro poupado com uma logística mais eficiente permaneceria nas mãos dos produtores e, assim, “beneficiaria toda a sociedade”.

Por terra


Hederverton Andrade, superintendente da Agência Nacional de Transportes Terrestres

No mesmo sentido, o superintendente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Hederverton Andrade Santos, também definiu a importância de novos marcos na regulação das rodovias e ferrovias do Brasil.

Para isso, disse o representante, a Agência propõe algumas mudanças em suas metas.

No segmento rodoviário:

  • Licitações que priorizem tarifas mais baixas;

  • Obras por gatilho – além das definidas em contrato, as empresas licitadas deverão realizar outras obras ao longo do período de concessão, considerando as características da região e de seu tráfego;

  • Desconto tarifário por inexecução – no qual as tarifas são cobradas de acordo com a qualidade do serviço prestado.

    Para as ferrovias:

  • Revisão do “price-cap” – o valor autorizado das cobranças tarifárias está muito acima do custo do transporte. Assim, a ANTT prevê uma nova clausula para rever o preço cobrado a cada cinco anos;

  • Modelo de Custeio – exatamente para regular o custo do transporte e sua respectiva tarifa;

  • Operador Ferroviário Independente – o usuário que tiver sua própria locomotiva e vagões poderá utilizar a malha ferroviária, mediante pagamento à empresa responsável;

    “Estas ações tem como função garantir serviços baratos e de qualidade aos usuários, bem como aproximar a ANTT das necessidades mais importantes das empresas do setor”, conclui Santos.

    Clique nos links para acessar as apresentações:

  • Evolução e perspectivas do setor de transportes

  • Corredores de exportação e a competitividade do setor produtivo

  • A logística do estado de São Paulo e sua competitividade

  • Aspectos regulatórios do setor de transportes

  • Expansão SP - Secretaria dos Transportes Metropolitanos

  • O transporte hidroviário como solução logística e ambiental

  • O futuro da infraestrutura logística brasileira

  • Logística & Mudanças Climáticas

  • A Logística de Transporte do Estado de São Paulo e sua Competitividade 


  • Thiago Eid, Agência Indusnet Fiesp

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