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Iniciativa privada quer explorar energia nuclear
Governo sugere nova política de exploração do urânio. Para Fiesp, participação de empresas em novas plantas ampliaria investimentos
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Márcio Zimmermann, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia
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A introdução de uma nova fase na geração energética à base de urânio foi apontada como alternativa à crescente demanda de energia no País, tanto pelo governo federal como pela iniciativa privada, nesta segunda-feira (5), durante o 10° Encontro Internacional de Energia, que Ciesp e Fiesp promovem em São Paulo.
De acordo com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, o fator limitante para um maior uso da energia nuclear no Brasil está no controle exercido pela Constituição Federal, que delimita o uso do urânio, a exploração do energético e a produção nuclear de energia. Precisamos de um novo programa nuclear. Mas o assunto está amarrado na Constituição, afirmou.
"Sem grandes esforços, o Brasil detém a sexta reserva de urânio do mundo. Temos perspectiva de passar à segunda ou terceira reserva, incorporando mais 300 ou 500 mil toneladas. É mais um energético que o Brasil tem como alternativa bastante forte", assegurou Zimmermann.

Carlos Cavalcanti, diretor
de Energia da Fiesp |
Já a participação da iniciativa privada na geração de energia nuclear foi defendida pelo diretor de Energia da Fiesp, Carlos Cavalcanti. Segundo ele, o País sofreu uma "invasão" de termoelétricas movidas a carvão e óleo diesel nos últimos leilões complementares à matriz hidrelétrica. A opção estaria colocando em risco o meio ambiente, além de aumentar o preço do insumo para a indústria nacional.
De acordo com o Departamento de Energia da Fiesp, o preço médio do megawatt/hora negociado nos leilões (R$ 140) é superado devido ao maior acionamento das térmicas no período de seca, elevando a tarifa para até R$ 240.
"Nós precisamos manter o ciclo de mineração do urânio, o enriquecimento, a entrada dele em operação e o armazenamento do resíduo na mão do Estado, o que é necessário por uma questão de segurança militar, reconheceu Cavalcanti.
"Mas é importante separar o ciclo do combustível da atividade de geração de energia, que pode ser feita com capital privado. Isso poderia aumentar em muitas vezes os investimentos e a velocidade para que os projetos saiam do papel", indicou o diretor da Fiesp.
Nivaldo Souza, Agência Indusnet Fiesp
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