[ editar ]
 
 
 
   
INFORMAÇÕES DA INDÚSTRIA  
NEWSLETTER  
REVISTA DA INDÚSTRIA
CAPITAL HUMANO
MACRO VISÃO
INFORMATIVO REGIONAL
 
   
 
Mudanças climáticas
São Paulo - 05/10/2009


Brasil não deve precipitar posição na COP-15, diz Skaf no 10º Encontro de Energia

Para o presidente da Fiesp/Ciesp, País deve priorizar agenda nacional e investir em novas oportunidades de crescimento


Paulo Skaf, na abertura do 10º Encontro Internacional de Energia

O Brasil deve levar uma posição objetiva, pragmática e séria sobre mudanças climáticas à cúpula do clima de Copenhage, que será realizada na capital dinamarquesa em dezembro. A COP-15, no entanto, está em risco, já que nenhum país desenvolvido apresentou ainda um cronograma de metas parciais de redução das emissões de CO2.

“Corremos o risco de acontecer igual a Doha. Um espera pelo outro e ninguém avança nas iniciativas”, avaliou Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, na abertura do 10º Encontro Internacional de Energia, que acontece nesta segunda (5) e terça-feira (6) em São Paulo.

Segundo Skaf, a reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima que ocorreu em Bali, Indonésia, no ano passado, criou um conceito de que os países em desenvolvimento devem assumir uma curva menor de crescimento. Caberá às nações desenvolvidas, portanto, assumir o compromisso com a redução das emissões de gases estufa. Ouça aqui a entrevista de Paulo Skaf à Agência Radioweb.

“Temos uma agenda Brasil antes da COP-15. Nosso dever é orientar o negociador brasileiro. Não podemos nos precipitar nas nossas posições, mas sim deixar que os países desenvolvidos se comprometam primeiro”, enfatizou Skaf.

Segundo ele, o Brasil cresceu pouco nos últimos 25 anos em relação aos BRIC – que inclui Rússia, Índia e China –, e não deve perder novas oportunidades. “Não há milagres. Devemos investir na nossa retomada. Não podemos abrir mão disso e assumir compromissos que inviabilizem o nosso crescimento”, defendeu.

Líder em biocombustíveis


Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Deinfra-Energia da Fiesp
Para Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Departamento de Energia da Fiesp, o Brasil já é no presente o que o mundo será no futuro, com uma matriz energética limpa e sustentável. O País produz por ano 27 bilhões de litros de etanol, e sua utilização nos combustíveis chega a 48%.

Além disso, 46% da energia brasileira está ancorada em fontes renováveis, enquanto nos países-membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) esta parcela é de 6%.


Ouça aqui a entrevista do diretor-titular do Deinfra-Energia da Fiesp à Agência Radioweb.

“O etanol é uma solução tecnológica pronta, que pode reduzir em até 80% as emissões de CO2, se aplicado nos combustíveis no mundo todo”, argumentou. Segundo Cavalcanti, a incorporação de 10/% de etanol na gasolina equivale a uma redução de 8% nas emissões.

O diretor de Energia da Fiesp ressaltou, ainda, que o Brasil responde por menos de 2% das emissões mundiais de CO2, e que os demais países em desenvolvimento não somam nem 20%. A meta para 2050 prevê um decréscimo de 80% nas emissões, tomando por base o ano de 1990.

“Não tenhamos nenhuma ilusão de que o compromisso será cumprido. O cenário que prevalece nas negociações internacionais é o da preservação dos interesses nacionais, e a retórica do cinismo”, disse o diretor. “Os países desenvolvidos propagam que esperam metas de redução dos países em desenvolvimento para apresentarem seus cronogramas. Isso é a subversão dos compromissos internacionais”, acrescentou.

Para ler o discurso de Carlos Cavalcanti na íntegra, clique aqui.



Mariana Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

LEIA MAIS

Iniciativa privada quer explorar energia nuclear

Termoelétricas a diesel podem mudar matriz energética do País

Governo quer autosuficiência em enriquecimento de urânio até 2014

Aumento dos encargos desfavoreceu competitividade do setor elétrico brasileiro no exterior

Paraguai quer vender energia de Itaipu no mercado livre para financiar desenvolvimento

Biocombustíveis são essenciais para mitigar mudanças climáticas