O Brasil sai da defensiva
Amparado em sua matriz energética limpa, em sua liderança na produção de etanol e na redução de 52% no desmatamento da Amazônia, o País assume nova postura na mesa de negociação sobre mudanças climáticas
por Maria Helena Tachinardi
Na negociação de novos compromissos para reduzir as emissões de gases do efeito estufa cuja importância foi finalmente enfatizada no Fórum Econômico Mundial, em sua última edição, em janeiro , o Brasil participa com ativos e passivos. Do lado positivo, o que mais conta é a sua matriz energética limpa, com 44% de energias renováveis 29% provenientes de biomassa e 15% de hidroeletricidade. O fato de ser líder em tecnologia de produção de etanol de cana-de-açúcar, o biocombustível mais barato do mundo (US$ 35 a US$ 50 por barril equivalente de petróleo), também é relevante nestes tempos de cobranças ambientais, pois os países que pretendem adotar a mistura compulsória de álcool à gasolina poderão se abastecer do produto brasileiro. Essa perspectiva tornouse ainda mais factível depois que o presidente dos EUA, George W. Bush, passou a defender que, em dez anos, 20% dos combustíveis usados nos veículos dos americanos provenham de fontes renováveis. No mapa da produção de alimentos, o País destaca-se como um dos celeiros do mundo, capaz de responder ao aumento acelerado da demanda. Mas, nesse quesito, carrega um passivo: o desmatamento da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo. O desenvolvimento do agronegócio (pecuária e soja) em partes da Amazônia Legal é apontado por organizações não-governamentais (ONGs) como uma das causas do desmatamento. Veja a Matéria na Íntegra | Arquivo em PDF (335kb)  |