Copebrás – captação de águas pluviais reaproveita volume maior de água

Na Copebrás, nem a água da chuva escapa da reutilização. Tanto que dois projetos da companhia, em Cubatão (SP), contemplam tal objetivo. Um deles visa à captação da água das chuvas que caem sobre os telhados e ruas internas da empresa, para reaproveitamento no processo produtivo de suas unidades industriais.

Aprovado pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), esse empreendimento tem capacidade para armazenar 2 milhões de litros d’água, com custo estimado em R$ 2 milhões. A fim de garantir a confiabilidade da instalação, a Copebrás adotou tecnologias avançadas de impermeabilização, revestindo o sistema com geomanta de PEAD (polietileno de alta densidade) de 2 milímetros de espessura.

Águas percoladas

Já em plena operação, o outro sistema recupera as águas de chuva percoladas, isto é, que passam pelas pilhas de fosfogesso (subproduto da fabricação de ácido fosfórico), depositado a granel em áreas específicas da unidade. A importância deste sistema reside no fato de que ele permite reaproveitar a água.

“Considerando que a água é um bem de uso comum e de direito público, direcionamos todos os esforços no sentido de reaproveitá-la, preservando os recursos naturais”, explica o coordenador da área de Meio Ambiente da empresa, Gilberto Frederico Barbero.

Funciona da seguinte maneira: as águas são encaminhadas, por canais próprios, aos novos tanques de coleta e tratamento, depois seguem para reutilização. Esse processo utiliza dois reservatórios de contenção com capacidade total de 30 milhões de litros; 200 metros de comprimento de canais; e um sistema de bombeamento e encaminhamento das águas destinadas à reutilização. E, assim como o processo de captação, segue as mesmas tecnologias avançadas de impermeabilização.

Oportunidades mapeadas

Parte do plano de gestão ambiental da companhia, a obra de modernização da captação e reaproveitamento das águas percoladas exigiu um investimento de mais de R$ 3 milhões. Mas valeu a pena. Quando entrou em operação, em julho de 2005, o sistema permitiu destinar ao reúso um volume maior desse tipo de água.

Identificar as possibilidades de reúso, aliás, é uma preocupação constante da companhia. “A Copebrás faz um trabalho minucioso, mapeando todos os fluxos de água no intuito de identificar oportunidades de melhoria. Afinal, isso faz parte dos princípios da empresa”, conclui Barbero.

Elaine Carvalho, Agência Indusnet Fiesp