Workshop na Fiesp debate igualdade de gênero e empregabilidade de mulheres no mercado de trabalho

Evento reuniu líderes e mulheres em mesas de discussão sobre os temas na tarde desta quarta-feira (11/04) na federação

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Hora de debater as relações e gênero. E como o mundo poderia ser um lugar mais justo para ambos os sexos. Com esse foco, foi realizado, na tarde desta quarta-feira (11/04), na sede da Fiesp, em São Paulo, o workshop A empregabilidade de Mulheres como Diferencial competitivo para inserção nas cadeias globais de valor. O evento foi organizado com mesas de debates reunindo a plateia e quatro líderes convidados, com a moderação do diretor executivo da consultoria Fix Competitividade Sustentável, Pedro Lins.

“É preciso pensar nos negócios a partir de questões como propósito, eficiência, oportunidades e diferenciais de mercado”, disse Lins. “Como vamos fazer a diferença? Como construiremos o nosso legado? ”, questionou.

O primeiro líder convidado a se apresentar para as participantes foi o gerente de relacionamento e diversidade da Fundação Espaço Eco, Guilherme Bara.

“Diversidade é levar alguém para o baile, inclusão é convidar para dançar”, destacou.  “Trabalhamos em frentes como engajamento, capacitação e governança, entre outros”.

Para ele, as mulheres merecem ter toda a atenção por parte das empresas. Entre outros destaques, elas representam 60% dos concluintes do ensino superior no Brasil.

Outra líder, Barbara Dunin, assessora para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Rede Brasil do Pacto Global, destacou alguns princípios da Agenda 2030, elaborada pela ONU com vistas ao desenvolvimento sustentável da sociedade. Um documento que traz 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) e 169 metas, muitas das quais envolvem os direitos das mulheres.

“Precisamos valorizar as tarefas domésticas e destacar igualdade entre os gêneros nesse ponto, a divisão”, disse Barbara.

Os cuidados com a casa e a necessidade de ter mais espaço no mercado de trabalho. “Apenas 2% das empresas listadas em bolsas têm CEO mulheres”, afirmou. “Falta participação feminina na tomada de decisões”.

Segundo Barbara, as empresas são “parceiras vitais” nesse processo de mudança. “As empresas precisam avaliar seus impactos”, explicou.

Também líder convidada para o evento, a advogada Ana Paula Candeloro desenvolve um trabalho humanitário de inclusão de profissionais altamente capacitados em situação de refúgio no Brasil. De acordo com ela, o pleno emprego e a redução das desigualdades são pontos fundamentais para que o mundo se torne um lugar melhor no futuro.

“Temos que pensar numa governança transformadora”, disse ela. “Em alianças baseadas no ganha-ganha, sensibilizar a gestão, levar a pauta da igualdade para os conselhos”, explicou.

Segundo Ana Paula, países como Suécia, Espanha e Portugal são referências nesse debate.

O quarto líder convidado foi André Lara Resende, fundador da Baanko, fomentadora, qualificadora e investidora de Negócios de Impacto. “Ter uma missão é muito importante para uma empresa, não basta aumentar o lucro”, afirmou.

O workshop: empresas são peças fundamentais no debate a respeito da igualdade de gênero. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp