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Workshop debate infraestrutura de telecomunicações na Fiesp

Evento reuniu especialistas e representantes de empresas e órgãos públicos na manhã desta quarta-feira (18/07)

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Foi realizado, na manhã desta quarta-feira (18/07), na sede da Fiesp, em São Paulo, o workshop “Infraestrutura Urbana de Telecomunicações: Novas Tecnologias”.  O evento foi organizado pelo Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da federação, com moderação do diretor da área, Marco Ginciene. E reuniu representantes de empresas e órgãos públicos.

Para o Marcius Vitale, CEO da Vitale Consultoria, as novas tecnologias exigem compartilhamento de infraestrutura. “Isso permite a transmissão simultânea de energia e dados em banda larga”, explicou. “E diminui a quantidade de cabos aéreos de telecomunicações em postes, além do ganho social trazido pela expansão da rede de fibra ótica”.

E por falar em tecnologia, o diretor do Departamento de Controle e Cadastro de Infraestrutura Urbana da Prefeitura de São Paulo, Marcos Romano, destacou que não é simples fazer o planejamento das ações na área.

“O fluxo de inserção de dados e o desenho do sistema são organizados de modo digital”, disse.

Ele explicou que existem hoje duas redes de telecomunicações cadastradas na prefeitura e disse como deve ter feito esse cadastro.

Sobre o papel das prefeituras nesse ponto, o diretor do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, Carlos Augusto Kirchener, destacou o protagonismo municipal na área.

“Isso envolve a aprovação da Lei Municipal de Combate ao Emaranhado de Cabos”, explicou. “E a atribuição de zelar pela segurança de todos no que diz respeito à segurança no compartilhamento das redes”.

O engenheiro sugeriu ainda a realização de uma faxina de fios emaranhados nas cidades, com a sugestão de metas de trabalho para algumas prefeituras.

O sindicato também trabalha em ações de apoio à melhoria da qualidade dos serviços prestados e à correção dos desordenamentos de cabos, com a retirada de todas as reservas técnicas em desacordo com as normas.

“O aperfeiçoamento da Aneel e da Anatel em muito podem contribuir para esse processo de evolução também”, disse.

Rede subterrânea

Vice-presidente de Relações Externas da Eletropaulo, Sidney Simonaggio lembrou que, na realidade, “todos estão insatisfeitos”. “Recebemos 7 mil ligações por ano referentes a problemas com fios e cabos”, afirmou.

Simonaggio apresentou os regulamentos vigentes hoje, com um histórico das leis sobre o tema.

E disse que a empresa tem “ações intensas de fiscalização”, com o acionamento da Comissão de Resolução de Conflitos da Aneel/Anatel sempre que necessário. “O auditório está cheio aqui exatamente porque todos queremos mudar, aprimorar o cenário que vemos hoje”.

De acordo com Simonaggio, são 322 mil clientes da Eletropaulo atendidos por rede subterrânea, o que significa 4,8% do total.

Ele destacou que o custo de uma rede de distribuição subterrânea é de 10 a 20 vezes mais alto que a rede aérea. “Um custo que vai para a tarifa”, disse. “Usamos onde faz sentido, os custos variam por região, por conta de fatores como a quantidade de carga, por exemplo”.

Já o custo de manutenção da rede subterrânea é 24% maior, “exige mais tecnologia”, conforme Simonaggio.

Segundo ele, para realizar um projeto grande de aterramento, a tarifa não pode ser a única fonte de financiamento. “A isenção de impostos pode levar à viabilidade econômica da iniciativa, entre outras ações”, explicou. “É preciso ter visão de longo prazo”.

Também participante do debate, Helmann Strobel Penze, analista de redes da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), destacou problemas na formação dos técnicos que trabalham na área.

“As empresas se afastaram da academia, perdemos força ao abandonar as universidades”, disse. “Precisamos inovar em tudo o que for possível.

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O workshop: reconhecimento das dificuldades e vontade de aprimorar o que hoje não funciona. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp