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Vivian Barreira: educação no Curso de Formação em Teatro Musical do Sesi-SP

Coordenadora de Corpo do projeto, ela conta que tem orgulho de fazer o que ama, com toda a estrutura e apoio, sem precisar sair do Brasil

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Conselho de classe, diário de aula e outros compromissos típicos dos trabalhos realmente sérios na área de educação fazem parte da rotina dos professores e responsáveis pelo Curso de Formação em Teatro Musical do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Iniciado em março de 2014, o projeto prevê três anos de estudos para a preparação de artistas completos, capazes de cantar, dançar e interpretar nos palcos do Brasil e do mundo. Quem explica a proposta é a coordenadora de Corpo da iniciativa, Vivian Barreira. Mais que uma profissional reconhecida por seu trabalho com dança, ela é uma entusiasta do projeto. E quem há de dizer que ela não tem motivos para se orgulhar?

“Não existe nada parecido com o Curso de Formação em Teatro Musical do Sesi-SP no Brasil”, diz Vivian. “Há cursos livres em dança, teatro, interpretação, até mesmo unindo as três áreas, mas, com esse caráter de formação, aprovado pelo Ministério da Educação, não tem outro”.

Segundo Vivian, a rotina de coordenação do projeto inclui conselhos de classe, diários de aula e 22 professores comprometidos com a iniciativa somente no primeiro semestre de 2014. Desses, seis são dedicados à dança.

Vivian: “Não existe nada parecido com o Curso de Formação em Teatro Musical do Sesi-SP no Brasil”. Foto: Arquivo Pessoal/Fiesp

Vivian: “Não existe nada parecido com o Curso de Formação em Teatro Musical do Sesi-SP no Brasil”. Foto: Arquivo Pessoal/Fiesp

“Vemos cada aluno como um indivíduo, uns com mais habilidades de corpo, outros com a voz ou com o teatro. Mas a nossa meta é dar importância igual às três áreas no curso”, afirma.

Um mundo de possibilidades

Para a coordenadora de dança do projeto do Sesi-SP, outro cuidado é estimular os futuros astros e estrelas a “não depender apenas dos testes e seleções”. “Falamos o tempo todo para eles irem atrás das oportunidades, abrirem as suas próprias companhias de espetáculos”, explica. “Há um mundo de possibilidades para eles no mercado”.

Atenta ao andamento do trabalho, Vivian conta que gostou do que viu nas aulas que já acompanhou. “Achei os alunos muito interessados, focados, disponíveis”, diz.

De acordo com ela, os professores estão na mesma sintonia. “Eles se sentem valorizados, sabem que estão num lugar especial, não estão acostumados a trabalhar com essa estrutura que o Sesi-SP tem”.

E como foram escolhidos esses profissionais? “Selecionamos alguns no mercado e convidamos direto”, afirma Vivian. “Com outros, fizemos seleção por currículo, entrevista e aula prática”.

Sem sair do país

Perguntada sobre o que mais a orgulha em ser coordenadora de Corpo do Curso de Formação em Teatro Musical do Sesi-SP, ela explica que é especial poder “fazer o que se ama sem precisar sair do país”. “Tenho amigos que só conseguiram essa chance na Alemanha, nos Estados Unidos, na Austrália”, diz. “Nós agora podemos viver isso no Brasil”, comemora.