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Trio de ferro do Sesi-SP lembra final de 2013 e quer repetir o feito no Mineirinho

Theo, Riad e Lucão pedem paciência e saque muito forte para vencer os atuais campeões

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp

O time masculino de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) já treina forte para a finalíssima da Superliga 2014-2015, neste domingo (12/4) às 10h, contra o Sada Cruzeiro, no Mineirinho, em Belo Horizonte. A decisão é a terceira parte de uma trilogia iniciada em 2011, com vitória do time da Vila Leopoldina. A segunda batalha foi na temporada passada, desta vez com título mineiro. Agora, os dois times decidem mais uma vez quem leva a taça de melhor equipe do Brasil.

Para o Sesi-SP, a final é fruto do crescimento em toda a Superliga. Com alguns resultados abaixo do esperado, o time cresceu nas quartas de final, eliminando o Maringá em três partidas, e superou o fortíssimo Taubaté em dois jogos, se credenciando para a decisão.

Três jogadores foram peças essenciais nessa retomada: os centrais Lucão e Riad e o oposto Theo. Coincidentemente, os três atuavam juntos pelo extinto RJX, do Rio de Janeiro, na final de 2013, quando os cariocas venceram o mesmo Sada Cruzeiro por três sets a um, no Maracanazinho.

Agora, o Trio de Ferro encontra os rivais mineiros em mais uma decisão e espera repetir o resultado de dois anos atrás. Os jogadores se lembram da final e apontam que o fundamental para vencer foi a paciência.

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Central Lucão, do Sesi-SP. Foto: Divulgação/Fiesp


“Aquela foi uma decisão atípica. Eles detonaram a gente no primeiro set e depois nós viramos e vencemos até com facilidade. Foi muito atípico para uma final”, disse Riad. Lucão concorda com o companheiro e pede que o Sesi-SP utilize uma estratégia semelhante este ano.

“O grande diferencial daquela vez foi ter paciência. Perdemos feio o primeiro set, quando eles sacaram demais. E depois tivemos paciência para anular essa arma e também atacar. Domingo agora precisaremos sacar muito bem para anular o ataque do Cruzeiro. Foi o que fizemos naquele ano e precisamos fazer agora”.

O oposto Theo também lembra da partida, mas acredita que agora será tudo diferente e conta com o crescimento do Sesi-SP no final da Superliga como trunfo para a decisão.

“Aquela final não tem mais a ver com essa. Cada jogo é um jogo. O Cruzeiro manteve um time muito forte, mas nós crescemos bem, fizemos boas partidas, fizemos um bom playoff. A semifinal foi duríssima e nos deu ânimo para a decisão”.

Ter três peças campeãs de Superliga no time é um privilégio para qualquer time. Mas para o treinador Marcos Pacheco, não foi apenas isso que pesou na montagem da equipe. O técnico garante que não pensou na final de 2013, mas sim no que os jogadores poderiam contribuir e comemora ter acertado na escolha.

“Não pensei nisso (em juntar o trio), sinceramente. Mas pensei em casar as situações com o que eu precisava e o que eles poderiam me dar. Eu conhecia esses jogadores, trabalhei com o Theo e o Lucão na Cimed. Conheço o Riad e sei da sua força de bloqueio e saque. Sim, eles ganharam a Superliga juntos e essa experiência conta. Qualquer fator que possa contribuir, vai ajudar muito, mas eu os chamei pelo que eu sabia que poderiam fazer, e fizeram”.

Sesi-SP e Sada Cruzeiro decidem a Superliga com transmissão da TV Globo direto do Mineirinho. Durante o torneio, as duas equipes se enfrentaram duas vezes, com duas vitórias paulistas. No primeiro turno, três setes a dois na Vila Leopoldina. No segundo turno, três sets a um em Contagem, mas o Sada jogou com uma equipe primordialmente reserva, poupando seus principais jogadores.

Em finais de Superliga, empate com um título para cada lado.