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Treinadores de técnica e de emoções para os competidores da WorldSkills São Paulo 2015

Instrutores dos alunos do Senai-SP para a principal competição da formação profissional do mundo preparam jovens para conciliar técnica e controle emocional nas provas. Evento começa no dia 12, no Anhembi

Isabela Barros

A missão deles é nobre. E não se resume a preparar, tecnicamente, os competidores do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) para a WorldSkills São Paulo 2015, a principal competição de formação profissional do mundo. O evento, a ser realizado entre os dias 12 e 15 de agosto no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital paulista, reúne 1,2 mil jovens de 60 países. Assim, para lidar com tamanha concorrência, só mesmo tendo orientadores que ajudem a trabalhar com dedicação e, ao mesmo tempo, lidar com a ansiedade às vésperas do torneio.

“Meus dois alunos têm chances de ganhar porque são dedicados e têm conhecimento de suas áreas”, afirma a instrutora Patrícia Magi.

Responsável pela preparação de estudantes do Senai-SP que tentam uma medalha de ouro nas áreas de Tecnologia da Informação e Web Design, ela orienta os dois a cuidarem da mente e do corpo para fazer bonito na disputa. “O horário da academia faz parte do cronograma de atividades de um deles”, conta. “É a hora em que ele relaxa e não pensa em nada depois de treinar até 12 horas por dia”.

O outro, menos animado com as atividades físicas, faz caminhada e exercícios de respiração por recomendação da instrutora. “Ele adora dormir, o que também é ótimo para manter a cabeça relaxada”.

Administrando conflitos

Com três estudantes em seu time para a WorldSkills, Marcos Batisttete quer que todos se saiam bem nas provas de Manufatura Integrada. Tendo como desafio desenvolver um produto em pleno Anhembi, se sairá melhor quem for criativo e tiver conhecimento da área. “Todos merecem ter um bom desempenho”, conta.

Para isso, além dos treinos de duração média de oito horas por dia inclusive aos “sábados e feriados” nos últimos cinco meses, é preciso orientar o trio em relação à administração de conflitos. “As exigências técnicas e emocionais são grandes numa competição como essa”, diz. “Por isso falamos muito sobre tolerância e paciência”.

Superação a cada dia

No caso do instrutor Tales Justino, responsável por um estudante que compete na categoria Desenho Mecânico em CAD, outro atributo destacado na preparação para o torneio é a capacidade de se superar a cada dia. “Meu competidor é um jovem centrado e estimulado a se aprimorar sempre”, conta.

Além disso, está a favor dele o histórico de medalhas do Brasil na categoria. “Ganhamos a medalha de prata na WorldSkills em 2013 e de ouro em 2011 e em 2009”, diz.

Quando o discípulo vai além do mestre

Treinador de dois alunos, um na categoria Web Design e outro na de Design Gráfico, William Martins também tem histórico na competição. Ele ficou em quarto lugar na modalidade Web Design na disputa em 2013, quando o evento foi realizado em Leipzig, na Alemanha.

“Meus competidores estão mais preparados do que eu quando participei do torneio”, conta. “Têm todas as chances de ganhar”.

Para ele, a preparação diária de oito horas de trabalho é importante, mas desde que seja complementada por preparo emocional. “É fundamental fazer parte de uma equipe na qual você se sinta amparado”, afirma.

Um amparo que, em cada escola do Senai-SP, não falta aos jovens talentos que sonham com uma medalha na WorldSkills São Paulo 2015.


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Da esquerda para a direita: Marcos, Patrícia e William são instrutores de alunos do Senai-SP que vão competir no WorldSkills. Acompanhamento para lidar com a ansiedade antes das provas. Foto: Everton Amaro/Fiesp