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“Toque no órgão mais sensível do corpo, o bolso” diz especialista em educação financeira

Em palestra na Fiesp palestrante enxerga a educação financeira como uma janela para a sustentabilidade

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promoveu nesta terça-feira (31/3) uma palestra sobre como as escolhas financeiras estão ligadas à sustentabilidade. Durante o evento realizado na sede da entidade, a especialista em sustentabilidade e educação financeira, Andyara de Santis, afirmou que paga-se um preço pelas escolhas feitas muitas vezes sem consciência.

“Optamos por ignorar a importância da biodiversidade na defesa das nossas plantas contra pragas e doenças, fragilizamos a terra cultivando a monocultura, decidimos que nosso consumo iria gerar resíduos numa velocidade que o planeta não consegue absorver e escolhemos basear nossa energia em combustíveis fósseis, que tem como subproduto a geração de calor. Hoje a população paga o preço por essas escolhas. Vivemos num aquecimento global, derretimento das calotas polares, que por consequência gera fenômenos ambientais como tempestades e enchentes”, afirmou a autora do livro Liberdade Financeira ao Alcance de Todos.

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Especialista Andyara de Santis palestra sobre escolhas financeiras. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Segundo Andyara, é necessário mudar a forma de tomar decisões, colocando na balança aspectos que afetem a maneira de produzir, consumir e viver. As escolhas devem ter equilíbrio entre valores econômico, social e ambiental.

“Precisamos conscientizar o público certo, sem sermos radicais. Como? Tocando no órgão mais sensível do corpo humano, o bolso. Partindo da preocupação com suas finanças, o ser humano mais desconectado das questões ambientais e sociais que afligem a nossa sociedade, vide a crise hídrica em São Paulo, pode começar a ampliar seu olhar nesta direção”, disse.

Para especialista, a chave que abre essa espécie de janela para a sustentabilidade é a consciência dos valores pessoais, objetivos e escolhas. “A situação financeira é a ponta do iceberg, é a parte visível. Mais abaixo é que estão as crenças e os valores daquele indivíduo”, disse.