Todo feedback é importante, diz executiva do Google em preparatório para o Hackathon - FIESP

Todo feedback é importante, diz executiva do Google em preparatório para o Hackathon

Em evento preparatório para a 3ª edição do Hackathon, que acontece em setembro na Fiesp, convidados deram orientações e dicas para o desenvolvimento de soluções tecnológicas

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

“Todo o feedback é importante, mesmo ser for frustrante”, opinou a executiva responsável pela área de design de experiências do usuário do Google, Laura Garcia, durante o “1º Esquenta dos Gurus”, evento preparatório para a 3ª edição do Hackathon, maratona de desenvolvimento de aplicativos que acontece nos dias 20 e 21 de setembro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

O encontro prévio, realizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da federação na noite desta terça-feira (26/08), reuniu profissionais de comunicação e tecnologia, que compartilharam orientações e dicas para o desenvolvimento de soluções tecnológicas e inovadoras.

Durante a sua participação, Laura também chamou a atenção dos presentes para a importância de saber exatamente aquilo que está sendo vendido aos possíveis investidores. “Aproveitem para testarem seus protótipos, é fundamental”.

Gomide (o segundo a partir da direita) e os "gurus" do Hackathon: lições de empreendedorismo. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Gomide (o segundo a partir da direita) e os "gurus" do Hackathon: lições de empreendedorismo. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Pense grande

Além disso, ela sublinhou que é importante que o futuro empreendedor, além de uma boa e inovadora ideia, saiba atender e priorizar os problemas de seus usuários. Para ela, quem quer criar uma startup de sucesso, ou um aplicativo, precisa “pensar grande”, além de investir em pesquisa, conhecer o mercado e entender seus concorrentes. “Seja memorável e não dê trabalho aos clientes e usuários”, aconselhou.

Na visão do diretor titular do CJE, Sylvio Gomide, que conduziu o encontro, o Hackathon é uma “ótima experiência” para quem pretende empreender e criar soluções inovadoras. “Tivemos cerca de 200 participantes na segunda edição do evento. Alguns deles inclusive já receberam aporte financeiro de investidores”, disse, destacando a relevância da iniciativa. “A Fiesp consegue expor essas boas ideias criadas e faze-las ganharem as ruas”, completou.

Como funciona

O Hackathon é um desafio que propõe a criação, durante dois dias, de um aplicativo para dispositivos móveis com código aberto. Programadores, desenvolvedores, designers e empreendedores deverão criar uma solução tecnológica para os problemas existentes em determinadas áreas, tanto na sociedade quanto na indústria. O objetivo é fomentar o conhecimento tecnológico e o espírito empreendedor daqueles que ousam ser desafiados.

Um dos participantes da última edição que já vê seu produto começar a dar certo é o empreendedor Manoel Neto, um dos criadores do Heroes, um aplicativo para tablets e smartphones que estimula a doação de sangue.  “Hoje a iniciativa conta com o apoio da Cruz Vermelha e da Fundação Pro-Sangue”, conta.

Além de Laura, Daniel Tártaro, da OgilvyOne, Theo Rocha F/Nazca Saatchi & Saatchi e Ubiratan Soares, referências em desenvolvimento de soluções para plataforma Android, participaram do encontro.

De um jeito relevante

“Espero ajuda-los a fomentar a inovação e a mudar os modelos atuais”. Foi assim que Daniel Tártaro, diretor-geral da agência publicitária OgilvyOne,  destacou para os futuros empreendedores a necessidade de entender o comportamento de seus potenciais clientes para poder entregar o que eles precisam de um jeito relevante.

Tártaro: para entender o comportamento dos clientes. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Tártaro: para entender o comportamento dos clientes. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

“Hoje inova quem tem boas ideias, mas também capacidade de executá-las. É uma mudança de paradigma”, opinou. Para ele, o simples é sempre a melhor solução. Outra dica importante dada pelo publicitário é atentar para formas de “capturar” o cliente no momento de compra.

“Tudo se resume em como convencer uma pessoa a consumir seu produto. A saber transformar todos os dados que temos disponíveis para criar algo no melhor contexto, da melhor forma possível”, opinou.

É errando que se aprende

Em seguida, Theo Rocha, diretor de criação da F/Nazca Saatchi & Saatchi, criticou a “cultura da punição do erro”. Atitude comum na maioria das corporações, em sua visão.  “Uma dica que dou é a de sempre incentivar, identificar e corrigir erros”.

Rocha acredita que o grande problema nas empresas é que há um “grande medo em errar”. “O perfeito não existe. A cultura das startups é que podemos começar com pouco, aprender errando. E lapidar as ideias e projetos durante a caminhada”, disse.

Rocha falou também sobre arquitetura de conteúdo e a importância do designer de usabilidade na criação de um aplicativo. “O designer tem que fazer com que o usuário tenha uma experiência natural, intuitiva. Exercite também a maneira como você vai vender sua ideia”, disse.

O esquenta do Hackathon: maratona de desenvolvimento de aplicativos será realizada nos dias 20 e 21 de setembro. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

O esquenta do Hackathon: maratona de desenvolvimento de aplicativos será realizada nos dias 20 e 21 de setembro. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

No encerramento, Ubiratan Soares, referência em desenvolvimento de softwares para aplicativos, destacou a profissão de desenvolvedor, que cada vez ganha mais espaço dentro da economia criativa. “Desenvolvedor tem que ter na cabeça que nós criamos softwares feitos para humanos lerem, não máquinas”.