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Tendências de investimentos estrangeiros no setor têxtil são debatidas na Fiesp

Diretor de consultoria acredita que empresas nacionais precisam implantar novos modelos de gestão para enfrentar concorrência estrangeira

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Reunião debate investimentos estrangeiros no setor. Foto: Everton Amaro

Tendências e cenários dos investimentos estrangeiros no Brasil na área têxtil. Estes foram os temas principais apresentados na tarde desta quinta-feira (19/08) por Adalberto Bueno Neto, diretor da consultoria OCO Global, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O convidado foi um dos participantes da reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecções e Vestuário (Comtextil) da entidade, em encontro moderado por Elias Miguel Haddad, coordenador do  comitê.

Durante a exposição, Bueno Neto ressaltou a necessidade de a investimentos da indústria têxtil brasileiro para desenvolver polos de exportação que favoreçam o comércio exterior. Além disso, o diretor acredita que a integração e a parceria entre indústrias com maior agressividade na negociação de acordos comercias sejam caminhos para a melhoria do desempenho do setor.

“O Brasil é um mercado que passa a ser cada vez mais visado por multinacionais. Dessa forma, as empresas nacionais passam a ser pressionadas a implantar novos modelos de negócio”, afirmou o representante da OCO Global.

Na visão do diretor da consultoria, a indústria têxtil brasileira passará a sofrer forte concorrência de países vizinhos como Colômbia e Peru, que começam a priorizar esforços de exportação para o Brasil.

“A cadeia precisa de integração e parceria entre indústrias, com maior agressividade na negociação de acordos comerciais. Países estrangeiros passam a focar no Brasil e empresas nacionais precisam se preparar estrategicamente, com internacionalização e fortalecendo a governança”, recomendou Bueno Neto.


Certificação de Fornecedores

Em seguida, o convidado Edmundo Lima, diretor da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), que congrega as principais empresas de varejo de vestuário, calçados, camas, mesa e banho e acessórios, apresentou a metodologia da Certificação de Fornecedores, programa desenvolvido pela associação que tem como objetivo permitir ao varejo certificar e monitorar seus fornecedores quanto às boas práticas de responsabilidade social e relações do trabalho.

Para Lima, o programa une varejo e indústria, com “significativos” resultados.

“O programa atende a indústria de confecção, entre elas micro, pequenas e médias”, disse. Visamos estabelecer princípios para a condução das auditorias em fornecedores. E desenvolver uma certificação única que permita aos varejistas controlar fornecedores quanto ao cumprimento de regulamentos”, explicou o diretor da Abvtex.

Atualmente, segundo Lima, são 8 mil as empresas cadastradas e o próximo passo é estruturar uma certificação nacional.