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Sul-africanos querem internacionalizar suas empresas

A ideia do governo é aproveitar a onda da crise global e juntar esforços com emergentes, especialmente com o Brasil

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Thandi Thobias Pokolo

e Newton de Mello

Em meio a crise econômica internacional, representantes de cerca de 40 empresas sul-africanas desembarcaram nesta terça-feira (7) em São Paulo, liderados pela vice-ministra de Indústria e Comércio Exterior da África do Sul, Thandi Tobias Pokolo. A iniciativa faz parte da estratégia do governo sul-africano de internacionalizar suas empresas.

Assim como o Brasil, a África do Sul quer graduar sua pauta exportadora ao País com vendas de autopeças, produtos químicos, eletrotécnicos e sistemas de segurança.

“Estamos com um governo democrático, o que facilitará o acesso aos recursos para as empresas sul-africanas”, disse Thandi Tobias durante encontro na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A vice-ministra também destacou a importância do acordo entre o Mercosul e seu país como forma de fomentar a relação entre as nações. A parceria já foi aprovada pela presidência brasileira, mas espera votação pelo Congresso Nacional.

A medida permitirá que a África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e Suazilândia, que formam a União Aduaneira da África Austral (Sacu), ampliem as trocas comerciais com o bloco econômico sul-americano.

O acordo de comércio preferencial permitirá que cada bloco elabore uma lista de produtos que pagarão menos impostos de importação, que varia entre 10% a 100%.


União de esforços



A vice-ministra também destacou a importância da parceria Índia-Brasil-África do Sul (IBAS). Para ela, esta iniciativa é uma oportunidade para as economias emergentes juntar esforços em resposta à crise global.

Para o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Newton de Mello, o Brasil tem grandes perspectivas no mercado sul-africano em diversos segmentos, como máquinas e equipamentos, alimentos, energia e mineração.

“Precisamos aumentar a participação brasileira no continente, e a economia sul-africana oferece grades oportunidades ao Brasil”, explicou o dirigente da Fiesp.


Comércio

A troca comercial entre os dois países vem apresentando sucessivos aumentos. As vendas externas do Brasil à África do Sul saltaram de US$ 300 milhões em 2000 para US$ 1,7 bilhão em 2008. No entanto, nos primeiros cinco meses do ano, o Brasil viu suas vendas para o país africano caírem em 20%, em relação ao mesmo período do ano passado.

As vendas sul-africanas também apresentaram forte ritmo de crescimento a partir de 2002, passando de US$ 181 milhões para US$ 770 milhões, em 2008. Porém, os sul-africanos viram suas vendas despencarem em quase 50%, durante os seis primeiros meses de 2009, em comparação ao mesmo período do ano passado. A título de comparação, esta queda representa quase o dobro da redução das importações totais do Brasil, de 27%.