Soluções sustentáveis de microdrenagem para cidades são apresentadas em workshop na Fiesp

Evento recebeu o secretário de Infraestrutura Urbana e Obras da Prefeitura de São Paulo, Vitor Aly

Especialistas de mercado e da academia discutiram na manhã desta quinta-feira (19) diferentes soluções sustentáveis de drenagem urbana em workshop de saneamento básico realizado pelo Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp em São Paulo.

Com mediação do diretor da divisão de Saneamento Básico do Deinfra, Luiz Fernando Yazaki, o vice-chefe do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Mario Thadeu Leme de Barros, deu início aos debates apresentando exemplos práticos de projetos aplicados na cidade de São Paulo, além de propostas da universidade para problemas com inundações enfrentados pela gestão municipal. “Apenas 1% ou 2% das chuvas representam problemas para o município e os efeitos de obras de drenagem conscientes podem ser bastante significativos na convivência com as cheias”, afirmou. 

Para Barros, o bom funcionamento de projetos de drenagem nas cidades depende do envolvimento e aceitação das comunidades próximas às obras. Nesse sentido, defende, as empresas devem ficar atentas ao relacionamento desenvolvido com os moradores das regiões em que as construções estão inseridas.

O diretor da INPrediais Inovações em Engenharia, Humberto Farina, por sua vez, detalhou como o sistema pluvial local necessita de mais documentação técnica. “Trabalhamos sempre com as leis que visam o controle de vasões, a lei das piscininhas como é conhecida, que visa retenção de água pluvial nos novos edifícios”, explicou. Segundo ele, os cálculos ambientais exigidos nas obras atualmente confundem muitos construtores, sem levar em conta escoamentos e reservatórios de retenção de água adequados.

O advogado da Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Advocacia, Wladimir Antônio Ribeiro, falou sobre uma eventual remuneração pela prestação dos serviços públicos de águas pluviais pelos usuários e dos aspectos institucionais do tema. Ribeiro, que foi conselheiro do governo federal para o desenvolvimento da Lei 11.445, de saneamento básico, disse que o mau funcionamento dos sistemas de drenagens geram danos e multas aos municípios, que pesam nos cofres públicos. “É de responsabilidade do poder público o manejo e planejamento dos componentes de saneamento regionais e uma tarifa teria mais um papel regulatório do que arrecadatório”, disse.

Finalmente, o secretário de Infraestrutura Urbana e Obras da Prefeitura de São Paulo, Vitor Aly, falou sobre os desafios da pasta municipal e das iniciativas de caráter ambiental desenvolvidas para sanar os muitos problemas da cidade.