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Sociedade está cansada de pagar imposto, afirma Skaf

Presidente da Fiesp recebeu o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O setor produtivo de São Paulo está de acordo com o governo federal em encontrar caminhos para atravessar a crise econômica do país, mas elevar o imposto não é a solução, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, nesta segunda-feira (16/3).

Skaf recebeu o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, na sede da federação. No encontro, a diretoria da Fiesp e empresários de diversos setores discutiram, entre outros problemas, a desoneração da folha de pagamento e o aumento da carga tributária proposto pelo ajuste fiscal do governo.

“Certamente o caminho não é aumentar o imposto. Os setores produtivos de São Paulo e do Brasil vão se colocar radicalmente contra o aumento de imposto. Fechamos essa posição junto com as centrais sindicais também”, afirmou Skaf em coletiva de imprensa após a reunião.

Na avaliação de Skaf, o ajuste fiscal deve ser conduzido na direção da redução de despesas do governo.

“Nós precisamos é fazer o governo apertar o cinto, eliminar gastos que não precisam existir, buscar eficiência e seriedade. A sociedade está cansada de pagar mais imposto e não ter retorno nenhum”.

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Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

O presidente da Fiesp voltou a afirmar que os representantes do setor produtivo e as centrais sindicais devem buscar por uma alternativa à Medida Provisória 669, devolvida pelo Senado na semana retrasada ao governo e que agora pode passar a ser um projeto de lei. A MP propõe mudança no projeto de desoneração da folha de pagamento.

“Precisamos encontrar um caminho de saída pra essa MP 669. Coloquei nossa posição totalmente contrária a aprovação e esse retrocesso da desoneração da folha de pagamento, penalizando ainda mais as empresas”, disse Skaf sobre o conteúdo da reunião com presidente da Câmara.

Segundo Cunha, a reunião foi positiva no sentido de escutar mais um segmento da economia “para poder ter isso em conta durante o debate do processo legislativo”.

“Não tem uma ação concreta. A Câmara dos Deputados não vai votar nada amanhã que possa atender o que empresariados pediram aqui, mas certamente vamos ter mais um interlocutor sabendo da realidade dos problemas e colocando os debates e as aflições que foram colocadas hoje pelo setor produtivo”, afirmou Cunha.

Manifestações

Questionado sobre as manifestações que ocorreram em todo o Brasil no domingo (15/3) a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Cunha disse que “essa não é a solução” para a crise política e econômica do país.

“O governo foi legitimamente eleito. Se que aqueles que votaram se arrependeram, faz parte do processo político. Temos que buscar uma forma que ajude o governo a se reencontrar com aquilo que a sociedade deseja ver, mas não a partir de situações que beiram o ilegal e o inconstitucional”, completou o presidente da Câmara.