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Sociedade ainda não compreendeu a gravidade das mudanças climáticas

Na visão de Nelson Pereira dos Reis, setor privado brasileiro avança e contribui para a superação dos problemas climáticos

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Para Nelson Pereira dos Reis, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e diretor titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da instituição, a sociedade “global” ainda não acordou para a gravidade das mudanças climáticas e suas consequências.

Entretanto, para o dirigente, que participou do primeiro painel da 16ª Semana do Meio Ambiente, evento aberto na Fiesp nesta segunda-feira (02/06) e que segue até a sexta (06/06),  se a sociedade ainda não se atentou completamente para as questões, o setor privado, ciente da necessidade de rápidas ações, já avança e dá sua contribuição.

A iniciativa é uma realização da Fiesp e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) com apoio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

>> Confira a programação completa da 16ª Semana de Meio Ambiente da Fiesp

Para Reis, é preciso assinalar a necessidade maiores ações para enfrentar a questão ambiental. “Precisamos de harmonização nas políticas públicas e nos acordos internacionais”.

Reis: “Precisamos de harmonização nas políticas públicas e nos acordos internacionais”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Reis: “Precisamos de harmonização nas políticas públicas e nos acordos internacionais”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Entre os problemas a serem solucionados, Pereira dos Reis destacou a importância da criação de acordos mais “vinculantes”, entre eles, uma mudança política para o etanol. Segundo ele, a atual política energética do Brasil “pune” esse tipo de combustível. “Precisamos trabalhar para evitar a possível perda dos benefícios do etanol”, disse.

Além disso, na visão de Pereira dos Reis, é necessário buscar a convergência e posicionamentos fortes diante dos acordos internacionais. “Um novo compromisso deverá ser mais vinculante, caso contrário não haverá avanço nas questões”.

Em 2015

O gerente geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), Rodrigo Lima, também participou do primeiro dia da 16ª Semana do Meio Ambiente.

Segundo ele, é grande possibilidade de que o país, depois do acordo internacional na conferência climática da United Nations Framework Convention on Climate Change (Unfccc), em 2015, na França, precise atingir metas iguais às dos países desenvolvidos.

Caso isso se concretize, na visão de Lima, o Brasil precisará revisar políticas nacionais e estaduais sobre a preservação climática, com “valorização do estoque de carbono brasileiro e de recursos naturais”. O acordo, segundo Lima, poderá “reduzir o desempenho de setores industrias, agropecuários e da construção civil”.