Skaf inaugura exposição Ready Made in Brasil

Mostra no Centro Cultural Fiesp celebra o centenário da obra Fonte, de Marcel Duchamp, e sua ressonância na produção artística brasileira

Agência Indusnet Fiesp

Na noite desta segunda-feira (9 de outubro), o presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, inaugurou a exposição Ready Made in Brasil, na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp. Entre os convidados estiveram artistas como Cildo Meireles, Regina Silveira, Marepe, Guto Lacaz, Waltércio Caldas e Arnaldo Antunes –todos com obras expostas. A noite também contou com uma performance musical do coletivo multimídia Chelpa Ferro.

Idealizada pela N+1 arte e cultura e com curadoria de Daniel Rangel, a exposição Ready Made in Brasil foi aberta para o público nesta terça-feira (10 de outubro). Fica no Centro Cultural Fiesp até 28 de janeiro de 2018, trazendo um panorama da influência do readymade (arte produzida a partir de objetos do cotidiano) na produção artística brasileira de diferentes gerações, partindo dos anos 1960, até o presente. Os conceitos de apropriação e deslocamento, bases do readymade, são os eixos condutores da exposição, que reúne 50 artistas.

Paulo Skaf na abertura para convidados da exposição Ready Made in Brasil. Foto: Everton Amaro/FIESP

 

“A mostra Ready Made in Brasil celebra o centenário da obra Fonte, de Marcel Duchamp, primeiro de seus readymades apresentado ao público, e sua ressonância na produção artística brasileira. A escolha dos artistas e obras que compõe a mostra se constitui a partir de dois eixos centrais: a proximidade direta com a obra de Duchamp e a conexão com o universo da indústria e da construção civil, ressaltado pelo espaço cultural que abriga a mostra”, afirma o curador. Daniel Rangel ainda destaca que o próprio título da mostra é, em si, um readymade, algo que surge da fusão e da apropriação de dois termos populares: readymade e made in Brasil.

A mostra está espacialmente distribuída a partir de aspectos que consideram tanto cronologia quanto os procedimentos e materiais dos trabalhos dos artistas, com o intuito de permitir que o espectador crie circuitos diversos no mesmo ambiente: obras de artistas históricos do começo dos anos 1960 estão dispostas ao lado de produções recentes e algumas inéditas de artistas mais jovens.