Setor produtivo se une na campanha contra aumento de impostos “Não Vou Pagar o Pato”

Mais de 160 representantes da indústria, comércio, serviços e agricultura participaram do lançamento oficial, na calçada do prédio da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A calçada do prédio da Fiesp, um dos endereços mais conhecidos de São Paulo, recebeu nesta segunda-feira (21) mais de 160 representantes da indústria, do comércio, dos serviços e da agricultura para o lançamento oficial da campanha contra o aumento de impostos “Não Vou Pagar o Pato”. Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, explicou durante o evento que a campanha foi criada para conscientizar a sociedade sobre a carga de impostos e evitar novo aumento da carga tributária.

“Estamos mostrando o imposto já está nos preços da geladeira, do smartphone, do material escolar”, afirmou Skaf na entrevista coletiva simultânea ao lançamento da campanha. “Material escolar tem 40% em média de impostos”, lembrou Skaf. Mesmo sem saber, as pessoas pagam impostos. “Naquela geladeira de R$ 1.000 ele colocou R$ 400 de impostos”, exemplificou.

“Não estamos aqui debatendo imposto da indústria, do comércio, de serviços ou de tecnologia, nós estamos, como brasileiros, de forma horizontal debatendo o imposto que está sobre as costas do povo brasileiro, da sociedade brasileira, das empresas, das famílias, que prejudica tanto a competitividade e o desenvolvimento do Brasil”, disse Skaf. “Não é uma campanha da Fiesp, é uma campanha de todas as entidades que estão aqui”, ressaltou.

“O que nós, entidades do comércio, dos serviços, da agricultura, da indústria, tecnologia, transporte, estamos fazendo é dizendo o seguinte para o governo: corte as suas despesas, acerte as suas contas, faça o ajuste fiscal de maneira que seja saudável para o Brasil”, afirmou Skaf. “E a maneira saudável para o Brasil é o governo eliminar os desserviços, os gastos exagerados”, completou.
>> Ouça boletim sobre a campanha Não Vou Pagar o Pato

Paulo Skaf durante o lançamento da campanha "Não Vou Pagar o Pato", na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

CPMF

“Não tenho dúvida que a sociedade fará pressão muito forte junto aos congressistas”, disse Skaf, para evitar aumento de impostos e a recriação da CPMF (o imposto do cheque, extinto em 2007 graças à mobilização popular, com importante papel da Fiesp). “E não tenho dúvida de que os congressistas reagem às pressões da sociedade.”

A campanha já decolou, com 2 novas assinaturas por minuto incluídas no site. A estratégia de divulgação inclui anúncios de página inteira em jornais de grande circulação, como Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, revistas semanais, como Veja e IstoÉ, spots de rádio e comerciais de TV.

A mensagem das peças publicitárias é clara e direta. Os comerciais de TV, em linguagem parecida com os anúncios de grandes lojas de varejo, mostram o preço de produtos como geladeiras e celulares e o valor dos impostos em cada um. Exibidos para os representantes de entidades de diversos setores em reunião realizada também nesta segunda-feira, antes do lançamento oficial da campanha, os comerciais foram muito aplaudidos.

Os comerciais podem ser vistos no site da campanha, que tem disponíveis para download os modelos para a confecção de adesivos, bottoms, camisetas e outros produtos para divulgar a mensagem contra o aumento de impostos.

A campanha “Não Vou Pagar o Pato” é fruto da Frente Nacional contra o Aumento de Impostos, liderada por Skaf e criada em 3 de setembro, com amplo apoio de entidades de diversos setores.

Reunião para apresentação da campanha "Não Vou Pagar o Pato", na Fiesp, teve participação de mais de 100 representantes de entidades de diversos setores. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp