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Sete times de robótica do Sesi-SP são confirmados em três torneios internacionais

Anúncio foi feito pelo presidente da instituição, Paulo Skaf, durante encontro de confraternização realizado na sede da entidade, em São Paulo

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

Medalhas no peito e troféus nas mãos. Foi assim que 56 alunos do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) de sete municípios chegaram à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta quinta-feira (9/4). Eles fazem parte das equipes melhores classificadas na etapa nacional do First Lego League (FLL), torneio de robótica para estudantes do ensino fundamental, disputado no mês passado em Brasília.

Os alunos foram homenageados pelo presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, em encontro que também reuniu o superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni Gonçalves, professores da entidade e familiares dos estudantes. Além do reconhecimento pelo desempenho no torneio, Skaf confirmou a participação de todos os times em torneios internacionais.

Campeões da etapa nacional da competição, os alunos de Birigui devem disputar o FLL World Festival, de 22 a 25 de abril, no Estados Unidos. A equipe de Boituva, terceiro lugar no torneio disputado em Brasília, estará em Johanesburgo, África do Sul, de 5 a 7 de maio, para o FLL Open African Championship.

Também seguirão para o continente africano os alunos de Valinhos, de Bauru e do bairro do Ipiranga, em São Paulo. As equipes de Itapetininga e de São José do Rio Preto foram confirmadas no FLL Asia Pacific Open, de 10 a 12 julho, em Sydney, Austrália.

“Hoje aprendi muito ouvindo vocês. Então, por merecimento, anuncio que todos terão a chance de competir nos torneios do exterior”, anunciou Skaf.

Além do primeiro e terceiro lugares conquistados por Birigui e Boituva, o Sesi-SP garantiu da quarta à sétima colocação, além do nono lugar, com as equipes de Itapetininga, Ipiranga, São José do Rio Preto, Valinhos e Bauru, respectivamente.

O superintendente Walter Vicioni ressaltou a importância do programa de robótica da entidade ao afirmar que se trata de uma ferramenta pedagógica que auxilia na formação plena do aluno.

“A robótica é um meio de fixarmos conceitos de sala de aula e formar cidadãos que contribuirão para a construção de um novo Brasil”, afirmou.

Desenvolvimento do aluno

Segundo a aluna Caroline Garcia, de Birigui, o resultado obtido pela equipe é fruto de muito trabalho. “Dedicamos muito tempo para alcançar o objetivo, que era a vaga para o torneio internacional. Agora, queremos representar bem nossa cidade e o Sesi-SP”, disse entusiasmada.

Mais importante que a competição em si, o aluno Gabriel Rodrigues, de Boituva, reconheceu o papel transformador do programa de robótica do SESI-SP. “Antes de entrar para o time, era um aluno complicado. O trabalho em equipe, o envolvimento com a pesquisa e com a construção do robô me deram maior senso de responsabilidade e hoje sou uma pessoa melhor.”

Para Skaf, a robótica oferece, além de conhecimento, oportunidades de desenvolvimento ao aluno. “Saber que um jovem tímido começou a falar bem em público, que outro com dificuldades com tarefas se tornou um cidadão consciente de suas responsabilidades e que esse grupo passou a ser um exemplo para os demais colegas é motivo de comemoração”, disse.