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Sesi-SP promove capacitação de professores do ‘Atleta do Futuro’ na região de Rio Claro

Também foi realizada entrega dos uniformes para os alunos das cidades de Ipeuna e Tirapina

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Rio Claro

O Programa Atleta do Futuro (PAF), promovido pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), chegou a mais de 250 cidades no estado de São Paulo. Por meio dele, cerca de 110 mil crianças e jovens de 6 a 17 anos têm acesso à prática esportiva em diversas modalidades.

Para colocar o PAF em prática, são feitas parcerias com as prefeituras – que oferecem os locais de treinamento – e com a iniciativa privada. Cabe ao Sesi-SP treinar e capacitar os professores, para que eles desenvolvam não só a parte técnica do esporte, mas também valores como o trabalho em equipe, a disciplina e a dedicação.

Nos dias 13 e 14 de agosto, profissionais das cidades da região de Rio Claro receberam a capacitação, com carga horária de 16 horas. O treinamento envolveu desde o plano de aulas até as formas de usar o esporte como ferramenta educacional. Na quarta-feira (14/08), o Sesi-SP realizou ainda a entrega de uniformes para os alunos das cidades de Ipeuna e Tirapina, na mesma região.

Dedicação e responsabilidade

No segundo dia de treinamento, eles assistiram a uma apresentação do gestor do vôlei do Sesi-SP e medalhista olímpico de prata no Jogos de Los Angeles (84), José Montanaro Júnior. O objetivo da palestra foi passar conceitos e valores que devem estar presentes nas aulas do PAF, como espírito de equipe, excelência, dedicação e responsabilidade.

“O grande recado que eu espero ter passado para eles é a importância da escola e dos professores. Eles são os agentes transformadores, são eles que vão fazer acontecer”, afirma Montanaro, que destacou o trabalho feito pelo Sesi-SP no esporte e na educação.

Montanaro: “Todos vão se envolver com valores que vão levar para o resto da vida”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Montanaro: “Todos vão se envolver com valores que vão levar para o resto da vida”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


“O contato com o esporte logo na infância, que é a proposta do PAF, ajuda muito em vários aspectos. Nem todos vão seguir carreira no esporte, se tornar atletas olímpicos, mas todos vão se envolver com valores que vão levar para o resto da vida”, completa o ex-jogador da seleção brasileira de vôlei.

Para os professores que participaram da capacitação, a experiência está sendo muito positiva. “Essa capacitação trouxe um novo conceito de trabalho de educação física. Espero que a gente consiga levar tudo isso para as crianças e ajudar a formar cidadãos mais completos”, diz Cleber Luis Teixeira de Miranda, professor de Ipeuna.

Para Luiz Paulo Franco, de Araras, é grande a expectativa de iniciar o projeto e fazer um grande trabalho. “Por meio do esporte, conseguimos criar cidadãos mais capacitados para enfrentar o dia a dia. Esse é o trabalho do educador”, declara. “Hoje em dia, a concorrência é muito grande com a internet, videogame e telefone. O esporte tem que ter um atrativo, como as aulas diferenciadas e a qualidade de ensino que teremos no PAF.”

Pedagogia do exemplo

A pedagogia do exemplo é outro diferencial do Sesi-SP, como destacou a professora de Rio Claro, Priscila Matheus Encinas. “Ter atletas de alto rendimento no Sesi-SP ajuda porque o esporte aparece mais em época de Copa ou Olimpíada. Ver várias modalidades sendo trabalhadas sempre faz com que as crianças tenham os atletas como espelho e vejam que podem chegar lá também”, diz ela, que foi atleta de judô.

“Na minha época, não tinha nenhum tipo de apoio. O PAF dá a estrutura, como materiais e locais de prática adequados, aproxima a família, traz as condições de competição, essencial para quem quer ser atleta”, afirma. “O esporte também ajuda na formação de qualquer pessoa, colabora para que tenhamos cidadãos críticos e participantes.”

Alunos

Na cidade de Ipeuna, os alunos participaram da cerimônia de entrega dos uniformes. Todos animados com o começo das atividades na modalidade futebol de campo. Entre eles, apenas uma menina, Vanessa Rodrigues do Reis, de 12 anos. “Sou zagueira e quero ser jogadora de futebol profissional”, conta ela, que é fã dos goleiros Cassio e Julio Cesar e do atacante Neymar.

Crianças durante a entrega dos uniformes do PAF em Ipeuna. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Crianças durante a entrega dos uniformes do PAF em Ipeuna. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Os amigos Luis Otávio Palavan, de 12 anos, e Espedito Bezerra da Silva, de 13 anos, também sonham em chegar a um time profissional e aproveitam as horas vagas no campo. “As aulas de futebol são às terças e quintas, antes da escola. Mas às segundas, quartas e sextas a gente também aproveita para jogar futebol em um campo perto de casa”, diz Luis.

Ambos destacam os benefícios que o esporte traz. “O futebol dá mais habilidade e também ajuda a ter mais amigos”, declara Luis. “Jogar bola traz alegria para a gente”, diz Espedito.